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Caso Master

PF abre inquérito para apurar ataques de influenciadores ao Banco Central

Banco Central
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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A Polícia Federal abriu um inquérito, nesta quarta (28), para apurar denúncias de que influenciadores teriam sido procurados por representantes do Banco Master para atacar o Banco Central após a liquidação extrajudicial decretada em novembro do ano passado. A investigação mira uma possível ação coordenada para descredibilizar o órgão regulador e tentar reverter a decisão.

A liquidação do Banco Master ocorreu em meio à primeira fase da Operação Compliance Zero, da própria Polícia Federal, que prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro e mirou membros da diretoria suspeitos de fraudes financeiras. Nesta semana, a Justiça iniciou a fase de depoimentos dos investigados no caso.

A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Uuma análise preliminar de postagens apontou indícios de crimes e levantou a suspeita de uma ofensiva organizada contra o Banco Central.

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Produtores de conteúdo afirmam que foram abordados para divulgar a narrativa de que a liquidação teria sido “precipitada”. A polícia apura se, ao menos, 46 perfis foram acionados para atacar o Banco Central com o argumento de erro técnico, numa tentativa de pressionar instituições de controle.

De acordo com fontes da investigação, uma agência ligada a campanhas do banco estaria por trás dos contatos com influenciadores. O plano incluía vídeos para reforçar decisões judiciais favoráveis ao Master e colocar em dúvida a atuação da autoridade monetária.

O caso veio à tona após os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite relatarem propostas para defender o Master nas redes sociais. O esquema foi apelidado de “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro.

Segundo fontes, a investigação tem como base o depoimento de Rony Gabriel e provas documentais apuradas até o momento.

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Uma apuração do jornal O Globo revelou que contratos com influenciadores chegavam a R$ 2 milhões e continham cláusulas de confidencialidade. Um dos documentos previa multa de R$ 800 mil por quebra de sigilo e trazia as iniciais do dono do banco.

As denúncias indicam que os ataques buscavam influenciar a opinião pública ao sugerir que a liquidação seria uma articulação da esquerda e do “Centrão”. O objetivo final seria tentar reverter a medida no Tribunal de Contas da União, hipótese já descartada pelo próprio TCU.

Além do Banco Central, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também teria sido alvo da campanha. Em nota, a entidade confirmou um “volume atípico” de menções ao caso e afirmou que avalia internamente se houve ataque coordenado.

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