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Corrupção

PF prende dez no Porto de Minas, três são auditores da Receita

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira 10 pessoas, nove em Varginha (MG) e uma em Valinhos (SP), acusadas de favorecimento ilícito a empresários e despachantes aduaneiros, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, contrabando e descaminho. Entre os presos há três auditores da Receita Federal. A PF também cumpre 45 mandados de busca e apreensão nos municípios mineiros de Varginha, Santa Rita do Sapucaí, Ilicínea e Belo Horizonte, além de Campinas, São Paulo e Valinhos, no estado de São Paulo.

Segundo a PF, os empresários começaram a utilizar o Porto Seco Sul de Minas porque tinham a certeza de que suas mercadoria seriam facilmente desembaraçadas mediante pagamento de propina a auditores da Receita Federal e despachantes. Em outra linha de investigação, a PF constatou que o permissionário do porto também fazia pagamentos aos servidores públicos para que o esquema fraudulento fosse mantido. Há indícios de que o grupo criminoso agia desde 1997, início da permissão atual. A investigação põe sob suspeita até mesmo a licitação que concedeu a permissão naquele ano.

Com acesso aos principais portos e aeroportos do Brasil, o Porto Seco Sul de Minas fica localizado a cerca de 300 quilômetros de São Paulo e Belo Horizonte, 380 quilômetros do Rio e Santos e a cerca de 325 quilômetros do aeroporto de Viracopos, em Campinas, áreas responsáveis pela geração de aproximadamente 65% do PIB nacional. Com isso, pode ser considerado o maior porto seco do Brasil. Por isso o nome da operação, que é uma alusão ao maior porto do mundo, o Porto de Roterdam, na Holanda.

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