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Para entender

Por que o governo recuou no aumento do imposto de eletrônicos?

Após elevar o imposto de importação de 1.200 itens, governo Lula recue parcialmente e diz que alta na tributação é fake news (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal decidiu reverter parcialmente o aumento do Imposto de Importação sobre 120 produtos eletrônicos após forte reação negativa nas redes sociais. A medida, que afetava itens como celulares e notebooks, gerou um embate político sobre a divulgação de informações oficiais.

Por que o governo está chamando o aumento de fake news?

O vice-presidente Geraldo Alckmin gravou um vídeo afirmando que as notícias sobre o aumento de impostos para celulares e notebooks eram falsas. A estratégia do governo é focar no fato de que, para esses produtos específicos citados no vídeo, o imposto não subirá após o recuo. No entanto, a oposição critica essa postura, lembrando que a alta foi publicada em documentos oficiais antes de ser revogada.

Qual foi o papel das redes sociais nesse recuo?

A pressão digital foi determinante. Vídeos de parlamentares da oposição criticando a taxação alcançaram dezenas de milhões de visualizações em poucos dias. Com a popularidade do presidente Lula em queda nas pesquisas e a proximidade das eleições, o governo avaliou que o desgaste político de manter o imposto sobre eletrônicos populares seria inviável.

Como o Ministério da Fazenda justificou a tentativa de aumento?

O ministro Fernando Haddad defendeu que a elevação do imposto visava proteger a indústria nacional e compensar reduções tarifárias feitas em anos anteriores. Segundo a Fazenda, a ideia era subir as taxas de produtos que possuem similares fabricados no Brasil, argumentando que isso não necessariamente causaria aumento de preços ao consumidor final.

O governo admite que voltou atrás na decisão?

Oficialmente, o governo nega o termo 'recuo'. A tese defendida em publicações oficiais é que houve apenas a manutenção de isenções que já existiam para produtos sem fabricação nacional equivalente. Segundo o governo, a notícia de que os eletrônicos ficariam mais caros seria 'imprecisa ou simplesmente falsa' devido a essas isenções mantidas em uma nova resolução.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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