A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou nesta sexta-feira uma intervenção - chamada de direção fiscal e técnica - na operadora de planos de saúde Aliança Cooperativista Nacional Unimed, que tem 56 mil associados em todo o país, metade no Estado do Rio.
Segundo o diretor de Normas e Habilitação da ANS, Alfredo Luiz de Almeida Cardoso, a medida foi adotada porque os usuários têm enfrentado graves problemas de cobertura: Os consumidores estão tendo o atendimento negado, especialmente os que residem no Rio de Janeiro.
Os clientes da Aliança Unimed são atendidos em regime de intercâmbio pelas cooperativas de um grupo distinto, Unimed do Brasil, que posteriormente são reembolsadas pelos serviços prestados. Mas há três meses os pagamentos foram suspensos pela Aliança Unimed, o que levou as Unimeds do outro grupo a negar o atendimento aos usuários.
Há cerca de uma semana a Unimed Rio suspendeu o atendimento, que só está mantido para casos de urgência, emergência e tratamento de doenças continuadas, como aids e câncer.
- Esperamos que a situação seja resolvida o mais rapidamente possível - afirmou o presidente da Unimed do Brasil, Celso Barros.
A Aliança Unimed - que trabalha somente com contratos coletivos e atua em vários estados - acumula uma dívida de cerca de R$ 50 milhões com unidades da Unimed do Brasil. A Aliança Unimed foi criada há oito anos, a partir de uma cisão do sistema de cooperativas Unimed do Brasil, que existe há 38 anos.



