Os bancos estudam a possibilidade de incluir nos balanços e demonstrativos financeiros provisão para perdas futuras provocadas por fraudes eletrônicas. A afirmação foi feita por Jackson Ricardo Gomes, diretor do Itaú e membro do comitê para discussão do novo acordo da Basiléia.
- A perda com fraude eletrônica é uma perda importante - afirmou.
Perguntado sobre qual o tamanho desta perda para os bancos brasileiros, Gomes preferiu não citar números. Segundo ele, as perdas com a ação de hackers já foram maiores no passado e estão sendo reduzidas com o aperfeiçoamento dos sistemas de segurança dos bancos.
Gomes lembrou, por exemplo, da onda de câmeras colocadas em caixas eletrônicos para "roubar" a senha de correntistas, e disse que ela já foi reduzida. Mesmo assim, explicou, é possível estimar um eventual risco pelo número de caixas eletrônicos espalhados pelo país.
Gomes afirmou que os bancos estão mapeando os riscos operacionais e que, no caso do Itaú, 80% desses riscos já são conhecidos. A obrigatoriedade de estimar risco operacional no cálculo do capital das instituições financeiras está prevista no acordo Basiléia II.



