O primeiro transplante do mundo de células-tronco para tratamento de cirrose hepática foi realizado nesta terça-feira em Salvador. Os médicos esperam que a cirurgia melhore a qualidade de vida do paciente.
As pesquisas na Fiocruz, em Salvador, duraram dois anos. Os cientistas usaram em camundongos um composto químico que provocou uma doença semelhante à cirrose hepática crônica de seres humanos. O transplante de células-tronco dos próprios camundongos reduziu a lesão em até 60%.
Nesta terça-feira, os médicos fizeram pela primeira vez o transplante de células-tronco em seres humanos para tentar diminuir os efeitos da cirrose hepática. O paciente é um homem de 49 anos.
Foram retiradas células-tronco da medula óssea e depois foram injetadas através de um catéter pela veia femural até a artéria hepática, por onde as células-tronco chegam até a lesão no fígado.
Segundo os médicos e pesquisadores, o transplante de células-tronco não vai evitar a necessidade de um transplante de fígado. Mas vai, principalmente, dar uma melhor qualidade de vida aos pacientes que sofrem de cirrose hepática crônica e que são obrigados a esperar na fila até três anos por um transplante de fígado.
"As células-tronco têm uma base experimental e a gente espera que se elas vierem a funcionar permitirá principalmente que esses pacientes tenham uma vida melhor e nos casos daqueles que estão em lista de transplante, possam ter um tempo suficiente para serem beneficiados pela cirurgia do transplante", explica Luiz Guilherme Lyra, cirurgião da UFBA.



