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Processos seletivos

Como evitar o branco no dia da prova

O pesadelo de esquecer tudo o que estudou quando estiver à frente de um exame acomete boa parte dos estudantes. Mas o treino de memória pode ajudar a afastar o problema

“Sempre que o estudante passa por uma situação de estresse (uma prova de matemática, por exemplo), o seu cérebro pode entender que a matemática é um fator estressante. Assim, ele tem um ‘branco’ e se esquece de tudo a que a matemática se refere.”Alberto Dell´Isola, campeão sul-americano de memória. |
“Sempre que o estudante passa por uma situação de estresse (uma prova de matemática, por exemplo), o seu cérebro pode entender que a matemática é um fator estressante. Assim, ele tem um ‘branco’ e se esquece de tudo a que a matemática se refere.”Alberto Dell´Isola, campeão sul-americano de memória. (Foto: )

O temor de que todas as informações se apaguem justamente quando mais se precisa delas surge geralmente às vésperas de todo processo seletivo, e é ainda mais presente durante aquelas horas em que nos debruçamos sobre as folhas da prova. E são exatamente a preocupação e o nervosismo os responsáveis por esse "branco", segundo Alberto Dell’Isola, conhecido como o "homem-memória".

Dell’Isola tem 29 anos, é mineiro e estudante de Psicologia. De um desmemoriado que esquecia até mesmo o lugar em que estacionou o carro, tornou-se campeão sul-americano de memória. Segundo ele, o "branco" existe como uma defesa do organismo, acostumado a "apagar" o que reconhece como ruim, como frustrações, traumas e fracassos. "Sempre que o estudante passa por uma situação de estresse (uma prova de matemática, por exemplo), o seu cérebro pode entender que a matemática é um fator estressante. Assim, ele tem um ‘branco’ e se esquece de tudo a que a matemática se refere", conta ele.

Bom, mas então como fazer para não deixar que tais informações escapem? Simples, com o treinamento da memória. "O uso da memória é colocado à prova em um teste tão grande como o vestibular, uma avaliação muitas vezes inglória de todo o processo educacional", comenta a especialista em memória Ana Alvarez, autora de livros como "Deu branco" e "Exercite sua memória", entre outros. Sendo assim, existem alguns mecanismos capazes de deixá-la cada vez mais imune aos temidos apagões.

Treinamento

"O treinamento da memória consiste em criar códigos eficientes. Faça resumos coloridos, evoque em voz alta o assunto a ser discutido, crie associações mnemônicas como acrônimos (espécies de siglas), paródias etc. O importante é utilizar o máximo de sentidos possível", aconselha o "homem-memória". "O ideal é tentar criar alguma associação, ainda que esdrúxula. Para memorizar uma fórmula de física como D=VT [distância é igual a velocidade vezes tempo], você pode lembrar da frase ‘Deus Vê Tudo’. Se quiser lembrar da localização do osso rádio, o mais curto dos ossos do antebraço, você pode imaginar que existe um rádio amarrado em seu antebraço", diz ele.

Outra dica de Dell’Isola é a utilização de flashcards, pedaços de papéis (geralmente cartolina) em que se deve escrever alguma pequena informação, como leis, fórmulas ou até mesmo tabuada: "Recomendo que o tamanho seja compatível com o tamanho da sua carteira ou bolso da calça, para que sejam guardados ali e possam ser verificados durante todo o dia, nos tempos livres – ônibus, dentista ou até mesmo no trabalho, caso você não seja piloto de avião, claro", brinca ele.

Ana Alvarez cita também as associações como excelentes auxiliares no estudo. "Se o nome do autor é Alcino Borges, por exemplo, você pode se lembrar de um sino. Em outros casos, pode fazer associações com nomes de pessoas da família". Criar uma cena mental também é um método de muita eficácia. "Para se lembrar da grafia de uma palavra difícil, por exemplo, você deve imaginá-la mentalmente num lugar de que gosta, como o seu quarto, pintada na cor de que você mais gosta", sugere ela.

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