A sexta-feira foi de recuperação para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou em alta de 2,93% (Ibovespa em 29.175 pontos). O total de negócios na bolsa somou R$ 1,570 bilhão, bem abaixo da véspera (R$ 2,144 bilhões). Mesmo com o bom desempenho desta sessão, a bolsa paulista acumulou perdas de 2% na semana. No mês, o resultado é negativo em 7,62%.
O mercado de câmbio promoveu um ajuste e levou o dólar a fechar em alta de 0,71% nesta sexta-feira, cotado a R$ 2,264 na compra e R$ 2,266 na venda. Com esse resultado, a moeda americana acumulou alta de 0,94% na semana. A manutenção da liquidez fez o Banco Central promover mais um leilão de compra, que contribuiu para manter a cotação em alta.
O EMBI+ Brasil, indicador do banco JP Morgan que mede o risco-país brasileiro, fechou em 383 pontos centesimais nesta sexta-feira, em alta de 6 pontos. O risco-país argentino fechou em 423 pontos centesimais, com alta de 8 pontos
À exceção do índice Dow Jones, as bolsas americanas operaram em alta durante todo o dia, sinalizando uma sessão de negócios mais tranqüila. E como as ações brasileiras já haviam caído muito, foi oportuno para os investidores voltar a comprar papéis de primeira linha, que estavam com preços atrativos.
Foi o caso das "blue chips", que subiram acima da média do mercado. Telemar ON subiu 2,87% e Petrobras PN, 3,80%. O ganho foi ainda maior para Embratel Participações PN (+56,79%) e Eletrobrás PNB (+6,56%). Vale do Rio Doce PNA subiu 4,12%.
- Apesar da recuperação, a volatilidade ainda está presente. O fantasma da inflação nos Estados Unidos ainda não foi embora e deve continuar a ser a principal preocupação dos mercados nos próximos dias - disse um gerente de mesa.
CâmbioSegundo o operador da corretora Souza Barros Hideaki Iha o movimento do mercado não passou de um ajuste ao novo cenário, já que é cada vez mais claro para os investidores que os aumentos de juros nos Estados Unidos irão além do esperado.
Para ele, a liquidez elevada indica que a tendência do dólar ainda seria de desvalorização, mesmo em meio às especulações sobre inflação e juros nos Estados Unidos. No entanto, diz, as compras do Banco Central têm evitado essa depreciação.
O dólar abriu estável, mas logo assumiu pequeno sinal de alta. O Banco Central comprou dólares ainda na primeira etapa de negociação, pagando R$ 2,246. À tarde, notícias sobre uma suspeita de bomba nas proximidades do Congresso americano ajudaram a manter a cotação sob pressão.
JurosAs projeções dos juros negociadas no mercado futuro tiveram pequenas oscilações nesta sexta-feira e a maioria dos contratos fechou perto da estabilidade. Na semana, o evento mais importante foi a reunião do ComitÊ de Política Monetária (Copom), na qual os juros básicos da economia foram reduzidos de 19,50% para 19% ao ano.
Por conta do corte de 0,50 ponto percentual na Selic, o mercado de juros teve uma forte correção na quinta-feira, já que a maioria das apostas previa uma queda de 0,25 ponto. O único destaque do dia foi o IPCA-15, que ficou em 0,56% em outubro, perto do teto do dia.
O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2006 fechou com taxa de 18,64% ao ano, contra 18,63% do fechamento de quinta-feira. O DI de julho teve taxa de 17,85% anuais, frente aos 17,86% anteriores. A taxa do DI de janeiro de 2007 subiu de 17,54% para 17,58% anuais.
ParaleloO dólar paralelo negociado em São Paulo fechou estável nesta sexta-feira, cotado a R$ 2,40 na compra e R$ 2,50 na venda. O dólar turismo caiu 0,42% e fechou valendo R$ 2,21 na compra e R$ 2,36 na venda.



