A Sascar, empresa de rastreamento de veículos e cargas, entrou com pedido de registro de oferta pública inicial de ações (IPO) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O projeto prevê distribuição primária e secundária de ações ordinárias. Segundo a companhia, 80% do valor captado no IPO financiará aquisições. O restante ajudará a reforçar a estrutura de capital da empresa.
Com sede em Santana do Parnaíba, no interior de São Paulo, a Sascar pertencia ao grupo paranaense JCR, do empresário João Carlos Ribeiro e foi vendida, em 2011, ao GP Investimentos, por R$ 168 milhões. Na época, a GP ficou com 56% da empresa. No ano passado, a rastreadora de veículos recebeu um novo aporte de capital, de R$ 28 milhões, do JCR, e de R$ 39 milhões do fundo Empreendedor Brasil, cuja gestão é da BRZ Investimentos, controlada pela GP. Com o aporte, a participação da GP no capital da Sascar foi diluída de 53,5% para 46,4%.
Saída da Terpar
No prospecto preliminar encaminhado à CVM, no entanto, a empresa informa que o empresário João Carlos Ribeiro, controlador da Terpar, que detém 21,91% da Sascar, concedeu uma opção de compra ao Ibex Fundo de Investimento em Participações. Segundo o documento, o Ibex poderá exercer a opção de compra total ou parcialmente das ações da Terpar no fim de setembro. Procurada sobre essa operação, a empresa não quis se pronunciar.
O valor total da oferta, a faixa de preço estimada para os papéis e a data da oferta não foram divulgados. A Sascar possui operações em mais de 3 mil municípios no país e atende aproximadamente 18 mil empresas. A companhia afirmou que monitora mensalmente mais de 210 mil veículos e 10 mil cargas. A Sascar resgitrou um aumento de 16,4% na receita líquida no primeiro semestre, para R$ 132,3 milhões. O BTG Pactual será o coordenador líder da oferta, com o Credit Suisse, Itaú BBA, Bank of America Merrill Lynch e Bradesco BBI também atuando como coordenadores.



