Os postos de combustíveis de Curitiba aumentaram os preços da gasolina mais do que o previsto pelos especialistas. Reportagem da Gazeta do Povo mostra que, com o aumento de 10% no preço da gasolina que sai das refinarias, anunciado no sábado pela Petrobrás, alguns postos aproveitaram para melhorar a margem de lucro.
Segundo um cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o valor cobrado nas bombas a partir desta semana deveria ser no máximo 8% acima do praticado até sexta-feira. Para o Sindicombustíveis, que representa os varejistas, o repasse ficaria em 7%, antes da revisão da base de cálculo de impostos. Mas é possível constatar em diversos locais uma correção próxima de 10%.
O Dieese calcula que o preço médio do litro da gasolina comum em Curitiba deveria ser R$ 2,38 após o aumento. O instituto toma como base o preço médio apurado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) na semana entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro, de R$ 2,199, e um reajuste médio de 8% na bomba. "Aumentos acima disso representam uma maior margem de lucro", afirma o economista Cid Cordeiro, do Dieese.
Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), os valores cobrados durante o fim de semana não servem como parâmetro para se calcular o repasse ao consumidor. Por isso, uma nova média de preços só deve ser feita a partir desta terça-feira. "Houve confusão no mercado porque havia dúvidas sobre a cobrança de impostos", diz o presidente do sindicato, Roberto Fregonese.
Diesel
O reajuste do óleo diesel, que subiu 12% nas refinarias, deve ficar em torno de 10% para o consumidor final. Para o setor de transporte de cargas, isso significa uma elevação entre 3,5% e 5% nos custos. O porcentual varia de acordo com a distância percorrida nos fretes. "Em trajetos médios, de 800 quilômetros, o aumento é de 3,5%", diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar), Aldo Klein Nunes. Em trechos mais longos, o diesel tem peso maior na folha de custos. "O repasse aos clientes depende de negociações, mas será inevitável" afirma Nunes.
Leia a reportagem completa na Gazeta do Povo.
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