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Secretária de Gás do Ministério de Minas e Energia assumirá a Petroquisa

A secretária executiva de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster, irá mesmo deixar o cargo, conforme antecipou o colunista de O Globo Ancelmo Gois. A decisão deverá ser divulgada no Diário Oficial da União entre o final desta semana e o início da semana que vem. Graça irá assumir a presidência da Petroquisa - braço petroquímico da Petrobras - e ficará subordinada ao diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

A secretária, que assumiu o cargo juntamente com a ex-ministra Dilma Rousseff, em 2003, deixa o cargo em meio à elaboração da lei do Gás, projeto sobre o qual trabalhou desde o início e que está prestes a ser votado. O Ministério de Minas e Energia nega qualquer desavença de Graça com o atual ministro, Silas Rondeau. Em seu lugar, ficará o sub-secretário de Petróleo e Gás, João Couto.

Fontes do mercado dizem que a indicação de Graça para a Petrobras foi feita pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que deseja ter uma pessoa de confiança dentro da estatal em um momento em que a Petrobras resolveu apostar novamente no setor petroquímico. Graça vai acumular também a diretoria de Relações com Investidores da empresa e a gerência Executiva de Petroquímica da área de Abastecimento da Petrobras.

De acordo com Plano de Negócios da Petrobras, divulgado no mês passado, serão investidos US$2,1 bilhões em Petroquímica até 2010. O planejamento anterior previa investimentos de apenas US$ 600 milhões. Entre os principais projetos da companhia está a construção de uma refinaria petroquímica no estado do Rio, orçada em US$ 3 bilhões, em parceria com o grupo Ultra e o BNDES.

Além disso, a empresa investirá no novo pólo Gás-químico do estado, com 16% de participação na Riopolímeros. Esta empresa, na qual a Petrobras tem como sócias a Braskem, a Suzano e o BNDESPAR, une uma central petroquímica e uma unidade de polietileno de segunda geração.

Ainda neste ano, a Petrobras começará a construir, também em sociedade com a Braskem, uma unidade de Polipropileno de US$ 220 milhões nas proximidades da Replan, em Paulínea. A empresa deverá entrar em operação em 2007, com capacidade para processar 300 mil toneladas por ano.

Em Minas Gerais, a Petrobras irá investir US$ 360 milhões em um projeto que inclui uma fábrica de ácido acrílico, uma de acrilatos e outra de SAP (derivado do acido acrílico, usado na fabricação de fraldas). O projeto será feito em parceria com a Elekeiroz.

Outro projeto da Petrobras, ainda em estudo, é a construção de uma unidade de Fenol em São Paulo ou no Paraná.

Na fronteira com a Bolívia, a companhia pretende construir um pólo gás-químico, que usaria o gás do país vizinho. O projeto, no entanto, foi adiando em função das novas regras tributárias da Bolívia, que encareceram o custo do gás natural.

Em parceria com o grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G),a a Petrobras deverá também construir um Pólo de Poliéster, com uma Unidade de Embalagens PET, uma Unidade de Produção do Acido Teraftálico Purificado (matéria-prima utilizada na produção do poliéster) e uma Unidade de Paraxileno (matéria-prima para produção do PTA). As duas primeiras unidades serão construídas em Pernambuco pelo grupo italiano e contam com investimento de US$ 1,2 bilhões. Já a Unidade de Paraxileno ficará na Bahia (na refinaria Relam) e terá investimentos da Petrobras de US$ 350 milhões.

Graça é engenheira química, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e tem mestrado em Engenharia Mecânica e Engenharia Nuclear pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). A nova presidente da Petroquisa, que é funcionária de carreira da Petrobras, já ocupou os cargos de gerente da Unidade de Negócios de Gás Natural, no Centro de Pesquisas eDesenvolvimento Leopoldo Américo Miquez de Mello (CENPES) e na Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia Brasil.

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