Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
combustíveis

Preço da gasolina vai subir, mas sem tarifaço, garante Mantega

Com inflação em alta, ministro da Fazenda negou reajuste mais forte após as eleições de outubro

Guido Mantega: “Nosso comportamento é continuar com reajustes normais, sem tarifaço” | Ueslei Marcelino/Reuters
Guido Mantega: “Nosso comportamento é continuar com reajustes normais, sem tarifaço” (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que a correção nos preços da gasolina ocorre todos os anos e que a posição do governo é continuar com reajustes normais, mas negou que haverá um "tarifaço" após as eleições de outubro. "Todos os anos tem correção do preço da gasolina, uns mais outros menos. Essa é a regra", afirmou. "[Agora] quando ocorrerá o aumento, essa é uma decisão que mexe com o mercado, com ações, não se comenta. É questão das empresas responsáveis."

Mantega deu a declaração ao ser questionado se, com o arrefecimento da inflação mais para o fim deste semestre, haveria espaço para ajustes nos preços administrados. "Nosso comportamento é continuar com reajustes normais, sem tarifaço", disse ele, que também é presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

A diretoria da Petrobras, inclusive a própria presidente da estatal, Graça Foster, tem pleiteado ao governo reajuste dos preços dos combustíveis para reduzir a defasagem dos valores praticados no Brasil com os vistos no exterior, algo que afeta as finanças da companhia.

Peso no IPCA

A gasolina tem um peso importante no IPCA, índice que baliza a meta de inflação do governo que é de 4,5% ao ano, com margem de tolerância de dois pontos para mais ou para menos. Com o IPCA em 12 meses acima do teto da meta atualmente, o governo tem menos espaço para elevar preços administrados como os dos combustíveis. Em junho, o indicador acumulava alta de 6,52% em 12 meses.

A última vez em que houve reajuste nos preços da gasolina foi em novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4% da gasolina e de 8% no diesel nas refinarias. Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3%.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.