O Índice de Preços ao Consumidor nos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) permaneceu estável em abril em relação a março, informou nesta sexta-feira (15) o Departamento do Trabalho norte-americano. Em relação a abril do ano passado, no entanto, o CPI caiu 0,7% no mês passado, na maior queda desde junho de 1955.
O núcleo do CPI, que exclui as variações de preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em abril ante março, na maior alta desde junho do ano passado. O aumento de 9,3% nos preços do tabaco respondeu por cerca de 40% da alta do núcleo do CPI.
Os preços no segmento de energia caíram 2,4% em abril em relação a março e cederam 25,2% em relação a abril do ano passado. Os preços da gasolina caíram 2,8% em abril ante março, enquanto os preços dos alimentos cederam 0,2%.
Os preços no setor de transportes, entretanto, cederam 0,4%. Os preços no setor imobiliário, que respondem por 40% do CPI, caíram 0,1%. Os preços de cuidados com a saúde recuaram 0,4% e de roupas cederam 0,2%.
Confiança do consumidor
O índice de sentimento do consumidor dos Estados Unidos, medido pela Universidade de Michigan, atingiu em meados de maio deste ano o maior nível desde setembro do ano passado, mês em que teve início a fase mais aguda da crise global. O índice preliminar de sentimento do consumidor deste mês subiu para 67,9 em maio, de 65,1 em abril. Economistas esperavam que o dado melhorasse para 67,5.
O índice preliminar de condições atuais subiu a 66,2, de 63,3 em abril, enquanto o índice de expectativas avançou a 69, o maior desde outubro de 2007, de 63,1 em abril.
O indicador de perspectiva para a inflação em um ano cedeu a 2,6% neste mês, de 2,8% no mês anterior, enquanto o para inflação em cinco anos se manteve em 2,8% em maio.



