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Saúde cara

Preços dos remédios sobem apesar do controle do governo

Aumento foi de até 49,44%, segundo pesquisa. Governo autorizou novo reajuste para 31 de março

Cerca de 400 medicamentos com preços controlados pelo governo foram reajustados fora dos períodos determinados, entre abril de 2006 e março de 2007, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum).

Segundo o levantamento, o aumento foi de até 49,44%. A pesquisa foi enviada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que pode multar os laboratórios. Segundo o Idum, no entanto, o processo é lento e pode demorar até dois anos. Reajuste autorizado

O último aumento para os medicamentos foi autorizado em março de 2006. O próximo, anunciado nesta segunda-feira (12), vai vigorar a partir de 31 de março, será dividido em três categorias, de 3,02%, 2,01% e 1%, definidos com base na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), calculado pelo IBGE.

O grupo de remédios em que os genéricos têm participação de mercado de mais de 20% sofrerá o reajuste máximo, de 3,02%. Aquele em que a participação está entre 15% e 20%, o aumento será de 2,01%. Para o grupo de medicamentos que tem uma participação de genéricos abaixo de 15%, o reajuste será de 1%.

Maior alta

Segundo a pesquisa do Idum, o medicamento que apresentou o maior reajuste foi o cloridrato de sertralina fabricado pelo laboratório Medley, que subiu de R$ 55,00 em abril de 2006 para R$ 82,19 em março deste ano.

O segundo maior aumento foi no antibacteriano Azitromicil (da Greenpharma), que em abril de 2006 custava R$13,85 e passou a R$ 19,43 – um aumento de 40,29%. O antiinflamatório Flanax (da Bayer), utilizado para tratamento da Asma, foi reajustado em 11%, e o antiparasitário Mebendazol (do Laboratório Medley) foi reajustado em 11,03%.

Não controlados

A pesquisa constatou também aumentos muito acima da inflação nos remédios que não são controlados pelo governo e muito consumidos no país. A Aspirina, fabricada pela Bayer, teve alta de 12,40% no período. O analgésico Dórico (Sanofi-Aventis), subiu 50,09%. Melhoral (DM) e Neosaldina (Altana Pharma) tiveram aumentos de, respectivamente, 10,01% e 8,13%.

De acordo com o coordenador do Idum, farmacêutico Antonio Barbosa, os aumentos, além de burlarem as regras impostas pelo governo, chegam em um momento em que deveria haver reduções nos preços. "Houve queda no valor do dólar, a matéria-prima está mais barata no mercado internacional e a indústria já praticou reajustes acima da inflação em vários itens", defende Barbosa.

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