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Gestão da crise

Novo presidente do BRB sinaliza enxugamento para estancar crise, mas descarta privatização

Nelson Antônio Souza, presidente do BRB.
Nelson Antônio Souza, presidente do BRB. (Foto: Renato Alves/ Agência Brasília)

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O novo presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, sinalizou que a estatal deverá dar "um passo atrás" para sanar o problema de caixa deixado pelo envolvimento com o Banco Master. Ele, porém, descartou uma privatização ou mesmo a federalização da empresa durante sua gestão.

"Se o prédio tiver que diminuir de tamanho e ficar com menos andares, ele vai diminuir; porém, vai ficar mais sólido", disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo divulgada neste domingo (8).

O BRB entregou ao Banco Central (BC), nesta sexta-feira (6), um plano de recuperação. Peça central na contenção da crise após a liquidação do Banco Master e o afastamento judicial de Paulo Henrique Costa, o planejamento envolve a venda de carteiras próprias e o recuo no âmbito de atuação, que nos últimos anos passou a ser nacional. Outra pretensão envolve um empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o mesmo que tem o dever de ressarcir os investidores do Master após a liquidação.

Durante a gestão de Paulo Henrique Costa, a instituição investiu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master. As carteiras, porém, eram "fabricadas", sem valor real.

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Indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e aprovado pelo BC, Souza foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Michel Temer (MDB) e presidente do Banco do Nordeste (BNB) durante a gestão de Dilma Rousseff (PT). Seu histórico ainda envolve a participação no governo de São Paulo durante a gestão de João Doria (PSDB), quando esteve à frente do banco Desenvolve SP.

Graduado em Psicologia e Letras, o gestor assumiu com o desafio de recuperar tanto a crise das contas quanto a de imagem da estatal. O prejuízo em função do envolvimento com o Master pode chegar a R$ 5 bilhões, de acordo com uma previsão do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino.

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