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Previdência privada

Juro baixo vira novo obstáculo à aposentadoria e obriga poupador a arriscar mais

  • PorAndrea Torrente, especial para a Gazeta do Povo
  • 27/08/2020 16:42
aposentadoria previdência privada
A baixa taxa de juros cria um cenário desfavorável para quem contratou planos de previdência privada.| Foto: Bigstock

Considerada positiva por seus múltiplos efeitos na economia – desde empréstimos mais baratos à redução da dívida pública –, a nova taxa de juros corre o risco de ser um obstáculo a mais para quem adquiriu um plano de previdência privada. Para receber o valor esperado lá na frente, no momento da aposentadoria, o poupador pode ter de rever os planos – e arriscar mais.

Um estudo da consultoria Mercer divulgado no final de julho lançou o alerta. O efeito combinado da reforma da Previdência, aprovada no fim do ano passado, com o atual cenário de juros baixos pode afetar em até 15% a renda da aposentadoria.

A pesquisa estima que a revisão da regra do cálculo do benefício da Previdência Social pode custar ao aposentado até 3% de sua renda. E a taxa Selic, que está no mínimo histórico de 2%, pode provocar uma queda de até 12% no valor da aposentadoria ao achatar os ganhos de investimentos em renda fixa, onde está aplicado quase 80% do patrimônio da previdência privada.

“A queda da Selic é salutar para a economia como um todo, mas esse novo cenário obriga o investidor a ser mais protagonista, mais agressivo em suas escolhas financeiras, e a diversificar mais a carteira. Por outro lado, entidades de previdência complementar e fundos de pensão devem buscar produtos financeiros mais de risco para garantir a rentabilidade”, afirma Maurício Martinelli, executivo da Mercer.

Os novos requisitos previdenciários – que elevaram idade, tempo de contribuição e revisaram o cálculo do benefício – estão empurrando parte da classe média para a previdência privada. Dados do Relatório Gerencial de Previdência Complementar, do Ministério da Economia, apontam que, de 2018 para 2019, 350 mil brasileiros contrataram planos particulares.

Mas, diante do inédito cenário de juros baixos, o futuro aposentado pode ter uma amarga surpresa lá na frente se não se adequar à nova realidade.

O estudo da Mercer calcula que o investidor deveria dobrar sua contribuição mensal para garantir a aposentadoria esperada, mas reconhece que isso é inviável para a maioria dos brasileiros, ainda mais nesse momento de incerteza econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Pesquisa realizada no fim de maio pelo Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que quase 64% dos entrevistados tiveram perdas na renda desde o início da crise e que 42% das pessoas resgataram investimentos para cobrir despesas do dia a dia.

Para contornar o obstáculo e garantir que o futuro aposentado receba o retorno desejado, seguradoras e fundos de pensão terão de adaptar suas carteiras de investimento.

“A ideia é que esses fundos busquem alternativas de investimentos que vão render mais e com esse rendimento garantam a aposentadoria dos cotistas”, explica Claudia Yoshinaga, professora de finanças da FGV.

Ainda que tímido, esse movimento já começou e deve se intensificar no futuro. Para compensar a queda no retorno dos investimentos em renda fixa, os investimentos da previdência complementar em renda variável aumentaram de R$ 28,7 bilhões para R$ 32,3 bilhões entre dezembro de 2019 e abril deste ano , segundo relatório do Ministério da Economia.

Atualmente, os investimentos da previdência complementar somam R$ 1,9 trilhão, sendo 77% aplicados em renda fixa, 10% em renda variável e 10% em fundos multimercado. O restante 3% são investimentos estruturados e em imóveis, entre outros.

Previdência aberta versus fundos de pensão

A previdência complementar é dividida em aberta e fechada. A primeira pode ser adquirida por qualquer pessoa, física ou jurídica, por meio de bancos ou seguradoras. A segunda engloba os planos criados por empresas exclusivamente para seus funcionários – os fundos de pensão.

Enquanto na previdência aberta o investidor tem mais liberdade de escolher o melhor plano para si e fazer os ajustes necessários para garantir a rentabilidade, na previdência fechada a carteira é controlada pelos gestores do fundo de pensão.

Apesar da busca por investimentos mais rentáveis e, por consequência, de maior risco, o sistema é sólido, de acordo com Luis Ricardo Martins, presidente da Abrapp, associação que representa 258 fundos de pensão.

“Oscilações pontuais não afetam investimentos de longo prazo, às vezes de 40 ou 50 anos. Os fundos estão diversificando e correndo mais risco para conseguir um retorno maior, mas sempre monitorando esse risco”, garante.

Até dezembro de 2019, os brasileiros com planos de previdência complementar eram 16,5 milhões, 2% a mais que no ano anterior (16,1 milhões) e 38% acima do número do início da década (eram 12 milhões em 2011). O contingente, no entanto, também já foi maior: em 2017, eram 16,9 milhões de investidores. Anualmente, a previdência privada desembolsa cerca de R$ 68 bilhões em benefícios.

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Comentários [ 12 ]

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    Eden Lopes Feldman

    ± 8 horas

    Mudem esta forma de aplicações, apliquem mais em ações , mercado imobiliário e demais investimentos que produzam negócios e rentabilidade. E deixem a mínima parcela para a renda fixa. O atual governo está acabando com a ciranda financeira, colocando a SELIC em uma faixa adequada para atual inflação e situação econômica do país. Sinal de estabilidade econômica. que trará desenvolvimento econômico e social. A repórter deveria trazer comentários de especialistas focados na realidade , e não dos que acreditam que a ciranda financeira deve continuar.

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  • C

    CARLOS FELIX

    ± 9 horas

    Todos os dias os lobistas, se apresentam com críticas e visões catastróficas. São as alunas da miriam leitão, acostumadas aos bastidores e fontes da paulista. Acabou. Ganho são inerentes aos riscos . Os únicos garantidos são sempre os concursados e indicados.

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  • J

    jaime jose de oliveira junior

    ± 10 horas

    Acredito que seja necessário a intervenção do governo para que o investidor possa resgatar seu fundo de pensao (ou transferir todo o aporte empresa+empregado) quando constatar prejuízo.

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  • X

    Xicote

    ± 10 horas

    O problema é que a atual geracao dd idosos estava acostumada com 5%..10% de juros mensais...ir pra Bolsa pra quem sempre foi cagao ...é dificil !!!

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  • D

    Doni

    ± 21 horas

    Os caras aposentam, pensando que estarão na boa. A coisa é diferente. Só saem bem os funcionários públicos.

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    NH4NO3

    ± 24 horas

    Arriscar mais? Ser feito de gato e sapato pelos que especulam na bolsa e fazem dinheiro às custas de fofocas e ilações?!?! Os cidadãos que tomem cuidado ao tal "arriscar mais", porque existe muita gente sabedora das falas de agentes públicos, que fomentam a alta e a baixa na Bolsa. Amanhã o cara vai ter um ataque, vende a ação hoje na alta e compra amanhã na baixa. Gangorra financeira, sendo que o jogador experto sabe das falas do dia e compra e vende as ações. É assim que os bancos e gente grande faz dinheiro, na base do diz-que-me-diz-que. O cidadão comum que não entre neste jogo, porque vai perder.

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    • A

      Alexandre

      ± 20 horas

      As alternativas para quem prefere evitar riscos adicionais são as seguintes: 1) Contribuir mais agora; 2) Adiar a aposentadoria, passando assim mais tempo contribuindo e menos tempo consumindo a reserva; e/ou 3) Conformar-se com uma aposentadoria menor. Essas alternativas não são excludentes, podem ser combinadas.

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    • R

      Rodrigo Gomes

      ± 23 horas

      Qual sua sugestão?

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  • A

    André R.

    ± 24 horas

    Obstáculo ? Arrebente-se o empreendedor e o pobre com o juros escorchantes, para remunerar bem quem quer se aposentar, ou só ver o dinheiro crescer sem aplicá-lo na produção de bens ? Não foi assim que os EUA chegaram a uma economia 12 vezes a nossa,

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  • F

    Fernando

    ± 24 horas

    Show de bola, 9 brasileiro poderá ir à bolsa! Para isso basta estudar e diversificar! A gente só ganha com isso!

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    2 Respostas
    • F

      Fernando

      ± 23 horas

      NH4NO3: Meu amigo, invisto a 12 anos e não sou "trader". A bolsa é o melhor lugar para garantir a sua aposentadoria. Estude, aprenda a diversificar que vai dar tudo certo. Bastter tem a filosofia que me orientou e sou feliz assim. Mas tolo não, porque estudo.

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    • N

      NH4NO3

      ± 24 horas

      Tolinho! Bobinho! hahahahaha Ai meu Deus, como tem gente tola.

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