O piso salarial do Paraná pode ter um reajuste entre 9,5% e 21,5%, passando a variar entre R$ 663 e R$ 765. A proposta de aumento do piso regional do estado será apresentada na Assembleia Legislativa na segunda-feira (8), pelo vice-governador Orlando Pessuti.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste no piso do Paraná causará um impacto de R$ 150 milhões por mês à economia do Estado.
O piso é aplicado aos trabalhadores assalariados que atuem em categorias que não possuem acordo ou convenção coletiva de trabalho e é referência para mais de 1,5 milhão de pessoas, direta ou indiretamente, segundo o Dieese.
Grupos
A proposta reduz de seis para quatro as faixas utilizadas para definir o piso de cada um dos grupos de ocupações. O grupo I, formado por trabalhadores na agricultura, teria 9,5% de aumento, com piso atingindo R$ 663.
No grupo II trabalhadores em serviços administrativos, domésticos e gerais, vendedores e trabalhadores de reparação o reajuste seria de 11,9%, passando a R$ 688,50.
Os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais, que integram o grupo III, o piso iria para R$ 625,06, o que representa aumento de 14,2%.
O grupo IV, composto por técnicos de nível médio, passariam a receber R$ 765, com aumento de 21,5%.
O Governo do Estado também vai apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), tornando permanente a política do piso regional paranaense. Se aprovada, a PEC vai estabelecer critérios para o reajuste do piso regional. O cálculo passaria a ser feito a partir da variação do Produto Interno Bruto (PIB) da economia paranaense nos dois anos anteriores e a inflação do ano anterior.



