
O protesto que funcionários da Copel realizam nesta quinta-feira (22), para reivindicar aumento salarial, acabou em confusão no bairro Batel, em Curitiba. Depois de ser chamada para liberar o trânsito na rua Coronel Dulcídio, a Polícia Militar (PM) usou spray de pimenta para dispersar os manifestantes. Além disso, a PM também tomou a caixa de som que estava sendo usada no protesto, e a devolveu, instantes depois, quebrada, segundo os sindicalistas.
FOTOS: veja como foi o protesto e a confusão
A interdição começou por volta das 8h50 desta quinta-feira (22), quando os funcionários bloquearam a via na altura da esquina com a rua Comendador Araújo, em frente à sede da empresa. Eles protestavam na frente por reajuste salarial maior do que o oferecido pela estatal.
Após o término da confusão, PM e manifestantes aparentemente se entenderam e os próprios policiais ajudaram, por volta das 10h30, a colocar os cones de interdição na rua Coronel Dulcídio, que permaneceu bloqueada para tráfego até as 13h30, entre a avenida Visconde de Guarapuava e a rua Comendador Araújo.
A Polícia Militar, em nota, classificou o fato como algo isolado e ressaltou que nos demais locais do estado, onde também ocorreram as manifestações, o trabalho ocorreu de maneira normal. "A PM estava no local [em Curitiba] para garantir a segurança dos manifestantes que aderiram à greve, bem como o direito daqueles que queriam trabalhar normalmente", relata o posicionamento da corporação.
O documento divulgado pela PM diz que os manifestantes, em Curitiba, "colocaram equipamentos de som em fila dupla na Rua Coronel Dulcídio, impossibilitando a passagem de veículos." A nota cita o fato de os policiais terem apreendido, por isso, o equipamento de som dos manifestantes até que se estabelecesse a "normalidade". O som foi devolvido aos manifestantes no final da manhã.
Paralisação
O ato no Batel faz parte da paralisação das atividades dos empregados, que ocorre nesta quinta-feira. Segundo a representação dos trabalhadores, trata-se de uma "paralisação de advertência" contra o que chamaram de "proposta indecorosa" da empresa e do governo, seu principal acionista. Os empregados querem um reajuste salarial de 8,5% o que representa um aumento real de pouco menos de 3%. A estatal, no entanto, ofereceu somente o repasse da inflação em 12 meses, de 5,58%.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Ulisses Kaniak, os sindicatos estima-se que 70% dos trabalhadores não estejam nos seus postos de serviço nesta quinta-feira e que cerca de 300 pessoas estejam participando da manifestação em frente à sede da empresa.
Além disso, conforme o diretor, um balanço inicial informou que 200 funcionários estão parados em Cascavel, e outros 150 em Londrina e também em Maringá. "Estamos mantendo mesmo só o essencial", afirmou.
A informação é desmentida pela empresa, que afirma que apenas 15% dos funcionários em todo o estado paralisaram os serviços nesta quinta-feira.
Segundo comunicado conjunto dos 15 sindicatos que representam 99% dos mais de 9 mil empregados da empresa, esta é a primeira parada nos serviços em 23 anos.Veja fotos do protesto e da confusão







