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Curitiba

Protesto de funcionários da Copel termina em confusão no Batel

PM foi chamada para liberar o trânsito na rua Coronel Dulcídio e usou spray de pimenta para dispersar os manifestantes; via ficou bloqueada até 13h30

Houve discussão entre PM e manifestantes durante o protesto dos funcionários da Copel | Aniele Nascimento/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Houve discussão entre PM e manifestantes durante o protesto dos funcionários da Copel (Foto: Aniele Nascimento/Agência de Notícias Gazeta do Povo)
Confusão chegou a afetar momentaneamente o trânsito na rua Benjamin Lins |

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Confusão chegou a afetar momentaneamente o trânsito na rua Benjamin Lins

Após muita discussão, a Polícia Militar e manifestantes entraram em acordo e a rua Coronel Dulcídio foi interditada para dar lugar à manifestação |

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Após muita discussão, a Polícia Militar e manifestantes entraram em acordo e a rua Coronel Dulcídio foi interditada para dar lugar à manifestação

Como parte do ato, funcionários da estatal bloquearam a rua Coronel Dulcídio, em frente à sede da empresa |

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Como parte do ato, funcionários da estatal bloquearam a rua Coronel Dulcídio, em frente à sede da empresa

Empregados da estatal usaram cartazes e narizes de palhaço para protestar por um reajuste salarial maior |

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Empregados da estatal usaram cartazes e narizes de palhaço para protestar por um reajuste salarial maior

O protesto que funcionários da Copel realizam nesta quinta-feira (22), para reivindicar aumento salarial, acabou em confusão no bairro Batel, em Curitiba. Depois de ser chamada para liberar o trânsito na rua Coronel Dulcídio, a Polícia Militar (PM) usou spray de pimenta para dispersar os manifestantes. Além disso, a PM também tomou a caixa de som que estava sendo usada no protesto, e a devolveu, instantes depois, quebrada, segundo os sindicalistas.

FOTOS: veja como foi o protesto e a confusão

A interdição começou por volta das 8h50 desta quinta-feira (22), quando os funcionários bloquearam a via na altura da esquina com a rua Comendador Araújo, em frente à sede da empresa. Eles protestavam na frente por reajuste salarial maior do que o oferecido pela estatal.

Após o término da confusão, PM e manifestantes aparentemente se entenderam e os próprios policiais ajudaram, por volta das 10h30, a colocar os cones de interdição na rua Coronel Dulcídio, que permaneceu bloqueada para tráfego até as 13h30, entre a avenida Visconde de Guarapuava e a rua Comendador Araújo.

A Polícia Militar, em nota, classificou o fato como algo isolado e ressaltou que nos demais locais do estado, onde também ocorreram as manifestações, o trabalho ocorreu de maneira normal. "A PM estava no local [em Curitiba] para garantir a segurança dos manifestantes que aderiram à greve, bem como o direito daqueles que queriam trabalhar normalmente", relata o posicionamento da corporação.

O documento divulgado pela PM diz que os manifestantes, em Curitiba, "colocaram equipamentos de som em fila dupla na Rua Coronel Dulcídio, impossibilitando a passagem de veículos." A nota cita o fato de os policiais terem apreendido, por isso, o equipamento de som dos manifestantes até que se estabelecesse a "normalidade". O som foi devolvido aos manifestantes no final da manhã.

Paralisação

O ato no Batel faz parte da paralisação das atividades dos empregados, que ocorre nesta quinta-feira. Segundo a representação dos trabalhadores, trata-se de uma "paralisação de advertência" contra o que chamaram de "proposta indecorosa" da empresa e do governo, seu principal acionista. Os empregados querem um reajuste salarial de 8,5% – o que representa um aumento real de pouco menos de 3%. A estatal, no entanto, ofereceu somente o repasse da inflação em 12 meses, de 5,58%.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), Ulisses Kaniak, os sindicatos estima-se que 70% dos trabalhadores não estejam nos seus postos de serviço nesta quinta-feira e que cerca de 300 pessoas estejam participando da manifestação em frente à sede da empresa.

Além disso, conforme o diretor, um balanço inicial informou que 200 funcionários estão parados em Cascavel, e outros 150 em Londrina e também em Maringá. "Estamos mantendo mesmo só o essencial", afirmou.

A informação é desmentida pela empresa, que afirma que apenas 15% dos funcionários em todo o estado paralisaram os serviços nesta quinta-feira.

Segundo comunicado conjunto dos 15 sindicatos que representam 99% dos mais de 9 mil empregados da empresa, esta é a primeira parada nos serviços em 23 anos.Veja fotos do protesto e da confusão

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