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Quando o lucro é para você

Além de dar um ganho extra para o investidor, ações de empresas que pagam bons dividendos têm se mostrado mais estáveis que a média

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Em tempos de juros baixos e incerteza na bolsa, as ações das empresas que pagam dividendos altos se tornam boa opção para os investidores. O investimento destoa da oscilação típica da maioria das ações. Enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa, caiu 18% em 2011, e nos primeiros dez meses de 2012 rendeu 0,5%, o Idiv, que representa os papéis dos melhores pagadores de dividendos, mostrou alta de 14% em 2011 e 11% em 2012.

Por lei, todas as empresas abertas devem pagar dividendos. Algumas delas, entretanto, pagam mais do que as outras. Normalmente isso está ligado à natureza do negócio – empresas que precisam de grandes investimentos na operação, por exemplo, não podem separar uma grande parcela dos lucros para distribuir aos acionistas. A maioria opta por pagar o mínimo exigido, que é de 25% do lucro líquido.

Os papéis dos bons pagadores de dividendos costumam apresentar um crescimento mais gradual, sem grandes percalços, pois são de setores menos suscetíveis às crises econômicas. "São companhias já consolidadas, que não precisam fazer grandes investimentos e, por isso, contam com excedente de caixa para pagar seus investidores", explica o diretor de gestão de recursos da Inva Capital, Luiz Augusto Pacheco. Alguns exemplos históricos são de empresas dos setores de saneamento básico e telecomunicações, serviços que têm consumo garantido, independentemente das instabilidades econômicas.

Risco

Para Alessandro Helpa, da Toro Investimentos, antes de investir nesse tipo de renda variável é preciso conhecer o histórico das empresas e consultar seus balanços, além de ficar atento às tendências do mercado para o futuro.

O alerta é dado em função das recentes quedas nos papéis do setor das elétricas, que historicamente era um dos mais seguros e rentáveis da bolsa, mas que foram afetados pelos recentes anúncios de revisão tarifária e das concessões. "Eram ações que não caíram nem mesmo durante a crise econômica mundial. A lição é que não existe renda fixa em renda variável. Elas estão em um setor fortemente regulado e isso pode ser um risco quando temos um governo com perfil intervencionista", completa Helpa.

O diretor da Inva Capital, Luiz Pacheco, faz a mesma recomendação. "Mesmo que seja mais seguro que as demais ações é tipo de negócio em que você tem que estar muito atento ao futuro, pois o bom retrospecto não te garante nada", completa.

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