A Red Bull, empresa conhecida por apostar em um marketing diferenciado, está inovando mais uma vez. A fabricante austríaca de bebidas energéticas comprou um time de futebol dos EUA e construiu o maior estádio para o esporte do país. A Red Bull Arena, um estádio de US$ 220 milhões, será inaugurada em Harrison, no estado americano de New Jersey, num amistoso em que o time americano enfrentará o Santos de Neymar e Giovanni, amanhã.
Segundo matéria do jornal Wall Street Journal, o time e o estádio bancados sem nenhum empréstimo representam o maior e mais visível investimento estrangeiro já feito no futebol na América do Norte ainda que a Red Bull, uma empresa de capital fechado, tenha uma estagnação das receitas e enfrente desafios de rivais como as bebidas Monster da Coca-Cola e Rockstar da PepsiCo, diz a reportagem.
"Tão logo decidimos entrar num esporte, nós ou fazemos isso direito ou simplesmente não fazemos", afirmou o fundador e diretor-presidente da Red Bull, Dietrich Mateschitz, que também tem times de futebol na Áustria, na Alemanha e no Brasil o Red Bull Brasil, de Campinas, na série A-3 do Campeonato Paulista.
De acordo com o jornal, mesmo depois de 15 anos de existência, a Major League Soccer, principal liga americana de futebol, só apresenta dois times rentáveis, e uma disputa trabalhista com os jogadores ameaça a temporada atual. Mas, segundo a reportagem, a empreitada da Red Bull está de acordo com as ações heterodoxas de marketing da empresa que incluem um festival para máquinas voadoras fabricadas em garagens e uma pista "half-pipe" para o atleta de snowboard Shaun White pelas quais a Red Bull é famosa desde seu surgimento na Europa no fim dos anos 80. A Red Bull Arena tem capacidade para 25 mil espectadores e foi construída para ser o principal destino para grandes jogos nos EUA.



