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Casa em Londres que faz parte do projeto piloto de compartilhamento do Marriott. (Foto: Reprodução/Tribute Portfolio Homes).| Foto:

A Marriott Internacional, maior companhia hoteleira do mundo, está expandindo seu negócio de "compartilhamento de imóveis" nos Estados Unidos ao mesmo tempo em que o Airbnb diversifica sua atuação de olho em uma oferta inicial de ações (IPO) - Brian Chesky, CEO da empresa, disse à emissora norte-americana CNBC, nesta segunda-feira (29), que o Airbnb estará pronto para estrear no mercado de ações ainda em 2019.

Segundo uma fonte que pediu para não ser identificada até que o anúncio oficial seja feito, a Marriott lançará seu serviço de aluguel de imóveis nos Estados Unidos no próximo mês de maio. A rede já oferece esse tipo de serviço em um punhado de cidades europeias, entre elas Londres, Paris e Roma.

A novidade foi divulgada primeiro, ainda pela manhã, pelo Wall Street Journal, mas a cotação das ações da rede de hotéis quase não se alterou ao longo do dia - houve uma queda de 0,35 pontos percentuais, para US$ 135, 97. Do início do ano até a última sexta (26), no entanto, a valorização dos papeis foi de 26%.

O chamado "home-sharing" tem sido um assunto bastante debatido no setor de hospedagem, já que, nos últimos anos, o Airbnb se tornou um gigante global avaliado em US$ 31 bilhões, valor que o torna maior do que a maioria das empresas hoteleiras de capital aberto.

O Airbnb tem usado seu peso para ampliar sua atuação em novas frentes do negócio, incluindo uma parceria com a desenvolvedora RXR Realty, sediada em Nova York, para abrir alojamentos de luxo em prédios icônicos, incluindo o 75 Rockefeller Plaza.

O Airbnb ainda é visto por alguns como um concorrente temível, com um estoque grande e diverso de ofertas, e uma má reputação por desrespeitar o pagamento de taxas típicas do setor e regulamentações locais.

Depois que o Airbnb concordou em comprar a startup de ranqueamento de hotéis HotelTonight, em março, o chefe da American Hotel and Lodging Association disparou uma declaração exigindo que a empresa de compartilhamento de residências fosse regulamentada como membros á semelhança de outros membros do setor.

Outros executivos do setor, porém, incluindo o CEO da Marriott, Arne Sorenson, tomaram uma posição mais neutra em relação à plataforma, argumentando que o negócio do compartilhamento atrai, geralmente, um perfil de viajante diferente daquele tradicional dos hotéis.

"Muitos de seus clientes estão optando por ficar com eles por uma única razão: eles são baratos", disse Sorenson em uma recente entrevista com David Rubenstein para a Bloomberg Television. "Nós não estamos realmente na parte inferior do mercado - o nosso negócio nunca será fornecer a estadia mais barata."

A rede de Sorenson deu um passo à frente no negócio de compartilhamento em maio do ano passado, quando lançou um programa piloto em Londres que ofereceria um "produto melhor" em comparação com as opções existentes.

A empresa expandiu-se para um punhado de outras cidades em uma tentativa de combinar o formato de compartilhamento doméstico - que atrai famílias e outros grupos - com o programa de fidelidade e a expertise da Marriott na administração de hotéis.

"A imitação é a forma mais sincera de elogio, e 'nós os recebemos bem na festa [do segmento]' e desejamos a eles 'uma boa viagem'", disse o porta-voz do Airbnb, Chris Lehane.

A Marriott não é a única empresa tradicional a olhar para o compartilhamento doméstico. A Hyatt Hotels Corp. fez um investimento estratégico na startup Oasis Collections em 2017, em uma oferta inicial para oferecer aos membros do programa de fidelidade do hotel a opção de gastar pontos em aluguel de casa. Esse movimento seguiu a aquisição da empresa de locação de luxo Onefinestay em 2016 pela Accor.

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