Ponta Grossa - A concorrência entre redes de supermercados entrou em uma nova fase em Ponta Grossa e reproduz o que já ocorre em cidades maiores. Acabam de ser inaugurados dois hipermercados no bairro Uvaranas, o mais populoso da cidade. O Tozetto, uma marca local, começou a funcionar no último dia 7. O Condor, com matriz em Curitiba, abriu as portas da nova unidade no dia 15. A cerca de 500 metros dos concorrentes está o Big, marca da rede norte-americana Wal-Mart.
Com a inauguração da nova unidade, a marca Tozetto passa a ter quatro lojas espalhadas pelos principais bairros de Ponta Grossa. Já o Condor chega a 27 unidades no Paraná, sendo três na cidade. O município conta ainda com duas lojas da rede Muffato, que nasceu em Cascavel e tem 30 lojas no estado, e duas lojas Super Baratão, cuja matriz fica em Guarapuava.
A concentração da concorrência em bairros é uma tendência de mercado e provoca nos moradores a expectativa de que terão preços mais baixos. A proximidade dos concorrentes chama a atenção. Conforme observa o economista da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Alexandre Roberto Lages, normalmente um supermercado se instala em uma determinada região a fim de se tornar o principal fornecedor dos moradores. Em cidades grandes, porém, as redes muitas vezes apostam na competição lado a lado.
Com a vizinhança, a pesquisa de preços pelos consumidores será facilitada. Segundo o diretor da rede Tozetto, César Tozetto, a melhor oferta não está relacionada à localização. "Eu acredito que a concorrência faz você oferecer o melhor preço e os melhores serviços, independentemente da localização."
Vizinhos
A chegada de novos vizinhos não assusta os pequenos comerciantes da região. Gerson Vilas Boas, dono de uma mercearia a 300 metros do novo Tozetto, diz acreditar que o movimento continuará o mesmo. "Minha clientela é diferente, é formada por pessoas que vão pegar o ônibus para a área rural. Vendo muito por caderneta", afirma.
"Ponta Grossa é uma cidade com moradores de baixo poder aquisitivo, os hipermercados vão fazer concorrência para eles mesmos", diz o comerciante Luís Alberto Kalinoski, com um ponto comercial na mesma avenida. "Os funcionários deles vão gastar conosco", prevê.



