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Veículos

Renault aumenta vendas no Brasil, mas cai no mundo

As vendas de veículos do Grupo Renault caíram 4% em todo o mundo em 2006. O conglomerado, formado pelas marcas Renault, Dacia e Samsung Motors, vendeu 2,434 milhões de unidades no ano passado, cerca de 101 mil veículos a menos que em 2005. No primeiro ano do chamado "Contrato Renault 2009", plano de metas mundiais anunciado em fevereiro passado, o grupo avançou 8,8% fora do continente europeu, mas a redução de 8,7% nas vendas na Europa – onde está quase 70% de seu mercado – acabou puxando para baixo os resultados globais.

No Brasil, onde a montadora tem fábrica em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba), houve avanço de 8,5% no ano passado, com 51.557 unidades vendidas. O desempenho é apenas regular se comparado ao do mercado automobilístico brasileiro, que cresceu 12,6% em 2006, o segundo melhor ano da indústria nacional.

A expectativa da montadora é que o lançamento do sedã Logan, até a metade deste ano, contribua para reduzir a ociosidade da fábrica paranaense e finalmente traga lucro à subsidiária brasileira, que acumula prejuízos desde sua criação, na década passada. Os trabalhadores da unidade de São José dos Pinhais voltaram ao trabalho nesta semana, após férias coletivas de três semanas. Nos últimos meses, a fábrica anunciou a contratação de 650 pessoas em 2007 e investimentos de US$ 360 milhões até 2009, que incluem a ampliação da unidade e o desenvolvimento das linhas de produção dos novos modelos – além dos já lançados Megane e Megane Grand Tour, são esperados o Logan e outros dois carros derivados de sua plataforma.

O "sucesso mundial do Logan", que vendeu 247 mil unidades pelas marcas Renault e Dacia, foi bastante destacado no balanço. A boa aceitação do veículo foi apontada como razão para o crescimento de 37,1% no mercado colombiano, onde é produzido desde 2005. Na Argentina, a marca cresceu 29,4%, índice superior ao do mercado. O único recuo no continente americano ocorreu no México. Na região denominada "Euromed" – formada pela Rússia e por países do leste europeu e do norte da África –, as vendas do grupo aumentaram 12,6%, enquanto na Ásia e na África houve queda de 2,5%.

O Grupo Renault classificou 2006 como "um ano de transição", que deve ser seguido pela retomada do crescimento em 2007, principalmente a partir do terceiro trimestre.

Queda livre

A marca alemã Audi – que recentemente deixou de ser fabricada em São José dos Pinhais, onde dividia fábrica com a Volkswagen – anunciou a venda de 2.978 automóveis de luxo no ano passado, na soma dos carros importados e dos modelos A3 produzidos no país até poucos meses atrás. Em nota, a companhia destacou que segue na liderança, pelo sexto ano seguido, do mercado brasileiro de carros de luxo, com 41,6% das vendas. O que o comunicado da Audi não revelou foi a drástica queda do número total de veículos que ela vendeu: em 2005, os brasileiros haviam comprado quase 5 mil unidades da marca.

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