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Gestão de pessoas

Salário sob demanda e feedback estilo like: as inovações do RH 4.0

  • PorCristina Seciuk
  • 18/05/2019 18:00
Foto: Reprodução | Pixabay.
Foto: Reprodução | Pixabay.| Foto:

“O mais tardar, até o quinto dia útil do mês”. Mesmo quem não tem carteira assinada entende de bate-pronto a referência ao prazo de pagamento do salário, tamanho é o ponto de referência que essa data significa na vida prática do trabalhador brasileiro. Habituar-se ao ciclo financeiro de esperar pela entrada do dinheiro para então pagar os boletos é teoricamente bem simples, mas pode envolver dificuldades na hora de fazer com que as contas se encaixem perfeitamente no calendário.

Se pode ser complicado honrar os compromissos rotineiros, o surgimento de imprevistos tem potencial para causar um verdadeiro rombo no orçamento. Segundo o Banco Central, 60% dos brasileiros não tem condição de arcar com uma despesa não planejada sem recorrer a amigos, parentes ou aos bancos. Como forma de dar espaço de manobra aos colaboradores, muito empregador oferece a prática do adiantamento salarial, mas em um mundo de serviços on demand, que tal aplicar a lógica ao salário?

Foi esse serviço que entrou recentemente no portfólio de soluções oferecido pela Xerpa, plataforma em nuvem voltada à tecnologia e inovação para a área de Recursos Humanos, fundada em 2015. A ideia é garantir que aquele funcionário que já trabalhou uma semana do mês, por exemplo, e teve um problema com o carro, que quebrou, possa receber no ato a fatia proporcional do salário ganho até aquele momento, sem ter de esperar pelo protocolar dia de pagamento. Tudo sem mexer na folha administrada pelo empregador.

“O salário sob demanda é muito parecido com tirar dinheiro em um caixa eletrônico”, compara o CEO da Xerpa, Nicholas Reise. A startup de tecnologia para RH (ou hrtech) disponibiliza um aplicativo para o colaborador, integrado aos sistemas de RH da empresa. Por meio da ferramenta, ele acompanha os ganhos acumulados no mês, e pode optar por recebê-los quando quiser. A partir da solicitação, a Xerpa manda o dinheiro imediatamente para a conta do profissional. “No fim do mês, a empresa [empregadora] paga 100% do valor do holerite; na sequência, via débito automático, o dinheiro [adiantado] volta para a Xerpa”, explica Reise. Do funcionário que opta pela operação é cobrada uma taxa, “ao custo de um cafezinho”, afirma o CEO, que, entretanto, não entrega o valor, ainda sujeito a adequações.

“O conceito”, defende ele, “é ajudar o colaborador a passar pelo mês” além de agregar vantagens à empresa. “Um problema financeiro prejudica a produtividade; se eu entrei no cheque especial, com seus 300% de juro ao ano, eu vou ficar o dia inteiro pensando nisso”, pondera o executivo. Também entram na conta dos benefícios o aumento na transparência, ampliando o rol de atendimento a demandas de grande parte da força de trabalho presente hoje no mercado, menos motivada pela simples remuneração e mais inclinada a buscar desenvolvimento profissional e adequação de valores.

A nova fronteira do RH

Planilhas de Excel e arquivos tomados pela papelada deixaram de ser retrato do setor de Recursos Humanos, repaginado pelo avanço da Indústria 4.0, que começou sua revolução digital no chão de fábrica e se expande para os setores administrativos.

Especialmente com o auxílio da automação, a área de gestão de pessoas teve seus processos otimizados, deixou de desperdiçar longas horas em tarefas repetitivas e ganhou tempo para concentrar esforços no caminho da estratégia. Na avaliação de Raphael Augusto, startup hunter da aceleradora Liga Ventures, a inovação aplicada ao RH permite que esse setor deixe de ser simples intermediador na relação gestor/colaborador e passe a formar, junto com eles, um tripé para sustentar o desenvolvimento corporativo, com foco em redução de custos e avanço no desempenho.

“Tecnologias aparecem nesse sentido: para aliviar os trabalhadores de RH, para que consigam gastar menos tempo em processos que agregam menos valor”, nesse sentido as pessoas supervisionam o fluxo de trabalho, mas deixam que a tecnologia faça o trabalho maçante de reunir e organizar dados, controlar datas de férias, fazer a gestão de ponto e acompanhar processos repetitivos de pagamentos, aprovação de reembolsos.

Há soluções disponíveis para serem aplicadas desde a seleção e a contratação, mas é no segmento de operações que as startups se destacam por oferecer ferramentas que minimizam o risco de erros e dão rapidez ao setor. É a aposta de companhias como a Convenia, que vende soluções para a otimização de tempo e custos de pequenas e médias empresas.

Como resultado, permite “que os profissionais de RH se dediquem mais às pessoas do que aos processos”, analisa o fundador e CEO Marcelo Furtado. Na prática, a digitalização do setor abre caminho para o desenvolvimento de um olhar voltado à promoção de satisfação da equipe, a partir de estratégias que permitam “gerar propósito no time, ajudar no crescimento de carreira de cada colaborador, compartilhar metas e fazer com que todos participem das decisões”, lista o diretor.

O profissional millennial

A preocupação com o engajamento nasce de uma característica do mercado que se soma à entrada da tecnologia na rotina das corporações: a personalidade da nova geração de profissionais, que começa a ganhar volume em meio à força de trabalho. Muito diferentes das gerações anteriores, os millennials trazem uma demanda muito forte por relações ganha-ganha.

Movidos a feedback e desafios, tornam essenciais a aplicação de dispositivos que viabilizem a noção reconhecimento e avaliação constante, como dimensão da evolução conquistada por meio da atividade profissional. “Isso força uma mudança dentro das empresas”, avalia Daniel Kafruni de Oliveira, CEO e fundador da Elofy, no mercado há um ano e meio com funcionalidades voltadas a promover o desenvolvimento das equipes como estratégia para a conquista de resultados.

Nessa seara, são oferecidas por startups ferramentas baseadas no método OKR (de  acompanhamento de objetivos e resultados, na sigla em inglês), pesquisas organizacionais, plataformas de check-in e feedback, entre outros. Sobre as soluções, Oliveira traça um paralelo: “rede social nada mais é do que uma plataforma de feedback. Espero retorno, curtidas, comentários, reações, compartilhamentos; estamos sempre sendo invadidos em por uma série de ferramentas de solicitação de feedbacks. Quando [um colaborador com esse perfil] entra em uma empresa, ele espera nada mais do que isso e as empresas não tinham essa preocupação”. Por fim, o CEO completa: “é uma janela de oportunidade para desenvolver e reter talentos”.

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Comentários [ 2 ]

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  • V

    vortice

    ± 0 minutos

    Só não esqueçam de combinar com os sindicatos. Provavelmente terá que ser feito acordo coletivo, homologação no sindicato, escolha de representantes, etc, etc, etc, burocracia 4.0

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  • R

    Rafael

    ± 11 horas

    Só b@b@quices da iniciativa privada, fadada ao fracasso...

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