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Mercado Financeiro

Risco-país subiu mais de 7%. Dólar chegou aos R$ 2,20 e Bovespa caiu 1,04%

As incertezas em relação ao grau de desaquecimento da economia americana e a instabilidade no cenário político interno continuam preocupando os investidores e afetando os mercados.

De acordo com o economista Sílvio Campos Neto, do banco Schahin , a tendência, quando as crises se acentuam, é de que os recursos saiam desses mercados emergentes e se direcionem para títulos americanos, considerados mais seguros.

BOLSA

A Bolsa de Valores de São Paulo, recuou 1,04%, aos 34.830 pontos e volume de R$ 2,704 bilhões, o maior do mês e acima do média diária do ano.

A queda da bolsa paulista só não foi maior pelo bom desempenho das ações da Companhia Vale do Rio Doce, que avançaram 1,83%, depois de a empresa anunciar que fechou dois contratos de longo prazo para fornecimento de minério de ferro a siderúrgicas chinesas.

O noticiário corporativo negativo e o fraco desempenho industrial nos EUA derrubaram as bolsas americanas, afetando igualmente a Bovespa.

RISCO

Às 17h35min, o risco-País disparava 7,46%, chegando aos 245 pontos básicos, mas abaixo dos 302 registrados em 3 de janeiro deste ano. O recorde, segundo o JP Morgan, instituição responsável pelo cálculo, foi de 2.436 registrados em 27 de setembro de 2002, ou seja, uma semana antes da eleição que condiziu Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.

O risco-país ou Risco Brasil (EMBI+ Brasil) é considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia brasileira

Nesta quinta-feira, foram divulgados nos Estados Unidos dados que mostraram que os pedidos de auxílio-desemprego na semana passada subiram mais do que o esperado . Além disso, na quarta-feira, o Fed (o Banco Central americano) decidiu manter os juros básicos do país em 5,25% ao ano.

No cenário interno, os temores de que o " escândalo do dossiê" atrapalhe a governabilidade de um possível segundo governo Lula influenciam o mercado, juntamente com a valiação do resultado do desemprego no Brasil.

DÓLAR

O dólar avançou 1,38% nesta quinta-feira, terceiro dia seguido de alta, e fechou cotado a R$ 2,208 para venda, a maior cotação desde 14 de julho. Um movimento global de aversão a risco e as tensões políticas internas contribuíram para o movimento, segundo informaram analistas.

O tom do mercado afastou o Banco Central do leilão de compra de dólares, após quase dois meses seguidos de operações diárias.

Um dia depois de ter atingido o valor mínimo em seis meses, as cotações do petróleo no mercado internacional voltaram a subir. O Brent tinha alta de US$ 0,15, cotado a US$ 60,53. Já o produto do tipo leve dos Estados Unidos registrava aumento de US$ 0,21, cotado a US$ 60,95.

JUROS

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as projeções dos juros aceleraram a tendência de alta no pregão desta quinta-feira, refletindo as tensões dos mercados com o cenário externo e, no caso do Brasil, também com o cenário interno.

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