O mercado de trabalho é uma verdadeira selva. Empregos com salários nem tão atraentes são disputados a tapas por uma infinidade de candidatos. Dentro das empresas, o clima é de competição acirrada e não são raros os "colegas" que puxam o tapete dos outros para subir na carreira. Mesmo assim tem gente que consegue alcançar o sucesso neste ambiente hostil. Qual será o segredo destes seres visionários?
Para o administrador de empresas Fábio Porcel, vencedor do "O Aprendiz 2" programa de tevê apresentado pelo empresário Roberto Justus a receita para se dar bem no mundo corporativo consiste em se aperfeiçoar constantemente, ter flexibilidade, jogo de cintura, ambição, metas e pensar 24 horas por dia em trabalho. "Não precisa trabalhar o dia inteiro, como eu já fiz e muitos workaholics [viciados em trabalho] fazem, mas temos que estar sempre prontos para nos vender ou para fechar negócios em qualquer lugar ou situação."
Porcel esteve em Curitiba na semana passada para ministrar uma oficina de aprimoramento profissional no Colégio Santa Maria e dar algumas dicas para quem pretende ter uma carreira cheia de sucessos, com a experiência de quem deixou para trás nada menos do que outros 15 competentes profissionais. "Sei que é um chavão, mas as pessoas não podem desistir, nem parar de estudar, mesmo estando desempregadas. É difícil para quem não tem emprego fazer isso, mas existem opções baratas para não sair do mercado, como os cursos e palestras dos órgãos do Sistema S (Sebrae, Senac, Senai etc.)." Para quem está empregado, Porcel sugere aproveitar os convênios que a empresa mantém com instituições de ensino, não perder os treinamentos que ela oferece e pedir bolsas de estudo.
Apesar da polêmica que o tema suscita, Porcel diz que não adianta procurar o emprego pelo salário. "Não existe dinheiro que pague sua felicidade." Mesmo assim, o profissional precisa ter flexibilidade e "engolir um brejo, não é nem um sapo", acrescenta "o aprendiz". Afinal, sempre vão existir tarefas que não gostamos de executar no trabalho.







