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Investimento

Setor de papelão amplia a oferta

A indústria brasileira de papelão ondulado já se mobiliza para evitar um eventual desabastecimento futuro no mercado interno. Diante do expressivo aumento das vendas desde setembro do ano passado, o setor decidiu desengavetar projetos de novas linhas de produção e tirar o gargalo das atuais unidades fabris. A prioridade, segundo os representantes das companhias, é adequar a capacidade interna ao novo momento da economia brasileira.

A lista das empresas que pretendem investir em aumento de capacidade reúne desde a líder Klabin – com fábrica em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais –, até empresas de menor porte, caso da Inpa Embalagens. Todas estão atentas à ampliação das vendas, em um segmento que registra taxa atual de utilização de 95% e recordes mensais de negócios desde agosto de 2009. Em fevereiro passado, por exemplo, o setor comercializou 189,3 mil toneladas de papelão, praticamente 25 mil toneladas a mais do que o recorde anterior para meses de fevereiro, visto em 2008.

Detentora de praticamente um quinto do mercado, a Klabin traçou como prioridade ampliar de forma marginal sua capacidade de produção, em aproximadamente 5%, conforme a gerente geral da área de Papelão Ondulado, Gabriela Michelucci. Ao longo do ano, no entanto, a companhia precisará decidir se construirá ou não uma nova fábrica de papelão, para atender à projeção de aumento da demanda a partir de 2011.

A perspectiva de ampliar em 5% a capacidade instalada era uma intenção da Klabin de estar alinhada ao crescimento previsto do mercado. Só que o ritmo das vendas do setor no início de 2010 levou a As­­sociação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) a revisar a estimativa de crescimento anual para 8%. "Vemos um ritmo importante que marca uma nova fase da economia brasileira", comenta o presidente da entidade, Ricardo Trombini, que também é diretor da divisão de Ondulados da fabricante Trombini.

A companhia, uma das cinco maiores do setor no país, deve iniciar as operações de uma nova máquina usada na produção de papelão ondulado. Além disso, a Trombini comprou três máquinas de impressão. O investimento, estimado em R$ 25 milhões, ampliará a capacidade de produção da companhia em 22%, para aproximadamente 264 mil toneladas anuais.

Situação semelhante é vivida pela Inpa Embalagens. Instalada no município de Pirapetinga (MG), onde opera uma fábrica com capacidade anual de 86 mil toneladas anuais de papelão ondulado, a companhia mineira está prestes a concluir a construção de uma segunda unidade, em Uberaba, com capacidade para 90 mil toneladas anuais em um prazo de até quatro anos.

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