Cidades do interior do estado também estão no jogo pela atração de empresas. Uma das estrelas da disputa é Siqueira Campos, no Norte Pioneiro. Desde 1990 o município coloca em prática um projeto de industrialização. O primeiro passo foi direcionar parte do orçamento para a compra de terrenos para serem oferecidos a novos empreendimentos. Não havia setor prioritário e não fazia muita diferença o valor de ICMS que seria gerado. O importante era aumentar a oferta de empregos.
Em pouco tempo, o município percebeu que a área têxtil se encaixava bem nas metas da prefeitura e ela passou a ser prioritária. A cidade investiu na montagem de um centro de treinamento de mão-de-obra que tinha 25 máquinas de costura. No auge da demanda por capacitação, a escola funcionava em quatro turnos. Hoje, 1,3 mil pessoas são empregadas pelo setor na cidade, número que corresponde a 16% da população economicamente ativa de Siqueira Campos.
Na segunda fase do projeto de atração, a cidade apontou os benefícios para empresas que pudessem gerar ICMS para compensar o investimento feito pelo poder público. Em seguida, focou os esforços em grandes contribuintes. Duas empresas de peso já estão na cidade: a Vanity Fair, dona das marcas Lee e Wrangler, que tem na cidade um centro de distribuição e uma parceira que produz roupas para a multinacional, e a Pro Tork, uma fabricante de peças para motocicletas. "Nosso foco continua sendo o setor têxtil, mas a variação com o setor metal-mecânico é bom para a economia da cidade", diz o secretário de Indústria e Comércio, Cláudio Chomiski.
A Pro Tork tem hoje 800 funcionários e demonstra ter um grande potencial, segundo Chomiski. A fábrica produz dezenas de tipos de peças de reposição para motos de tanques de combustível a suspensões e tem distribuição em todo o país. No início do ano, ela passou a montar uma moto para competições na terra. Somente os motores e algumas peças mais sofisticadas são compradas de outros fabricantes.
No momento, a prefeitura de Siqueira Campos negocia a implantação de outras duas companhias, a Marisa e a Valdac (dona das marcas Siberian e Crawford). (GO)



