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Endividamento recorde

Socorro a dívidas com FGTS teria R$ 7 bilhões para 10 milhões de trabalhadores, diz Marinho

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (9) que o governo tem números para o saque do FGTS em socorro contra dívidas que os trabalhadores poderão usar. Segundo o ministro, os números para uso do fundo estudado como forma de refinanciar dívidas chegaria a R$ 7 bilhões e contemplaria uma massa de 10 milhões de trabalhadores.

“Estamos falando de algo em torno de R$ 7 bilhões para cerca de 10 milhões de trabalhadores. Trabalhamos para liberar esse recurso”, disse o ministro em entrevista exclusiva ao jornal O Globo.

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O endividamento alcançou 80,4% das famílias, sendo que quase 30% estão com algum pagamento em atraso e a média deste atraso é de 65 dias, segundo números da Confederação Nacional do Comércio. O assunto é uma preocupação do governo Lula em ano eleitoral.

Ainda de acordo com Marinho, ainda no ano passado foram liberados R$ 12 bilhões a 12 milhões de celetistas, mas a Caixa não liberou a totalidade destes recursos. O total do “resíduo” de fundos seria de R$ 7 bilhões, que o governo trabalha para que o banco disponibilize.

Outra medida que o governo tem em vista é o uso do FGTS como garantia para empréstimo consignado. Atualmente, apenas o uso dos 40% de multa como dispensa sem justa causa são permitidos como garantia do empréstimo. O governo quer estender a 100% da multa o valor para usar como garantia.

O avanço do endividamento foi observado em todas as faixas de renda, com destaque para famílias que recebem acima de cinco salários-mínimos. A alta do endividamento contrasta com promessas feitas por Lula durante a campanha de 2022, quando afirmou que reduziria o número de brasileiros inadimplentes. Na época, o então candidato afirmou que ajudaria a “renegociar a dívida de 80 milhões de pessoas” no país, seguido de fortes críticas aos bancos.

Entre os que ganham até cinco salários, houve redução na inadimplência, enquanto os grupos acima de 10 salários também registraram melhora nos indicadores de atraso. O governo atribui o fenômeno à taxa de juros considerada alta.

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