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Commodities

Soja surpreende e rompe os US$ 11 em Chicago

Depois do susto com o vírus A H1N1, causador da chamada gripe suína, que derrubou o mercado de commodities agrícolas no início da semana passada, a soja e o milho fecharam a sexta-feira em alta na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês). Somente neste dia, a oleaginosa ganhou 32 pontos e fechou o primeiro contrato, para maio, a US$ 11,02/bushel (27,216 quilos). O mercado recuperou com folga as quedas sucessivas de segunda, terça e quarta-feira, que derrubaram a cotação para abaixo dos US$ 10/bushel. Neste momento, o grão tem o melhor preço em Chicago desde setembro do ano passado. A valorização da soja puxou o milho, que abriu a semana próximo de US$ 3,70 e fechou a sexta-feira a US$ 4,02/bushel (25,401 quilos). O grão ganhou 10 pontos em único dia e registrou a melhor marca desde a segunda quinzena de janeiro.

A expectativa agora é como o mercado deve reagir ao aumento do número de casos da gripe suína, que cresceu três vezes nos últimos 10 dias. A confirmação pelas autoridades canadenses do primeiro suíno contaminado com o vírus – até então as suspeitas, mortes e confirmações eram entre humanos – deve voltar a mexer com o mercado. A abertura do pregão de hoje, em Chicago, deve considerar o primeiro registro da doença em animais.

Hoje à tarde, às 16 horas no horário de Brasília, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), divulga um novo relatório sobre o progresso do plantio. O avanço na implantação das lavouras norte-americanas, com maior ou menor destinação para soja e milho, tem força para influenciar os preços. No relatório da semana passada (26 de abril), os 18 estados maiores produtores estavam com 3% da área de soja plantada. No milho, a relação era de 22%. A previsão inicial do USDA é de 34,4 milhões de hectares de milho neste ano, contra 34,75 milhões no ano anterior. E para a soja, a previsão é de 30,75 milhões de hectares, contra 30,61 milhões na temporada passada.

Na semana de alta volatilidade em Chicago, no Paraná os preços pagos ao produtor sustentaram a média verificada durante o mês, acima de R$ 45 a saca de 60 quilos. Com o dólar flutuando entre R$ 2,20 e R$ 2,25, o câmbio favoreceu ainda mais os negócios no Porto de Paranaguá, onde o preço da saca de soja ultrapassou nos R$ 50. Um bom negócio, a considerar um custo de produção variável (desembolso) entre R$ 25 e R$ 27.

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