A taxa média de juros com recursos livres -financiamentos concedidos pelo mercado- ficou em 26,5% em junho, alta de 0,7% ponto percentual em relação a maio, informou nesta sexta-feira (26) o Banco Central. Com isso, recuperou a tendência de baixa dos últimos meses e voltou ao patamar verificado em fevereiro deste ano. A inadimplência média, contudo, caiu 0,3 ponto percentual para 5,2%, o menor patamar desde dezembro de 2011.
Também houve avanço na taxa média de juros com recursos direcionados - que incluem os financiamentos concedidos pelo BNDES, o crédito habitacional e o rural. Ela chegou a 7,1%, alta foi de 0,2 ponto percentual.
Com isso, a taxa média de juros total praticada no país chegou a 18,5% em maio, alta de 0,4 ponto percentual frente a maio.
Retração no crédito
A alta nas taxas de juros teve reflexos no ritmo de concessão de crédito no país, que caiu 3,8% em junho frente ao mês anterior. No total, foram concedidos R$ 302 bilhões.
A redução foi impulsionada pela queda de 8% nos empréstimos no segmento de recursos livres, que ficaram em R$ 248,3 bilhões no mês passado.
O aumento nas concessões com recursos direcionados, de 22%, não foi suficiente para compensar tal retração, já que o montante é menos expressivo: R$ 54 bilhões no mês. O saldo total de empréstimos no país subiu 1,8 ponto percentual, alcançando R$ 2,5 trilhão.
O volume total de financiamentos passou a representar 55,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no mês passado, frente a uma proporção de 54,7% alcançada em maio.
Spread
O spread bancário -diferença entre o custo de captação e o valor cobrado do tomar de empréstimo e que constitui a maior parte do lucro bancário- seguiu caindo e chegou a 10,9 ponto percentual, o menor nível da série histórica do BC, de dezembro de 2011.



