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Há 13 anos

TCU vê riscos à segurança aeronáutica com cortes no orçamento da Anac

Auditoria identificou reduções anuais nos últimos 13 anos, com possível impacto na fiscalização.
Auditoria identificou reduções anuais nos últimos 13 anos, com possível impacto na fiscalização. (Foto: Ana Volpe/Agência Senado)

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Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) obteve que o orçamento de 2025 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) chegou a apenas 33,3% do valor corrigido de 2013. Com isso, os técnicos concluíram que há riscos para a manutenção dos padrões de segurança aeronáutica.

As informações estão no acórdão aprovado na última terça-feira (19) pelo plenário que analisou o relatório e determinou, dentre outras coisas, o envio de uma cópia ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (Cenipa), órgão da Força Aérea responsável por investigar e determinar as causas de acidentes aéreos.

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A auditoria levou aos conselheiros uma tabela com o comparativo do orçamento atualizado pela inflação, confirmando os cortes que já ocorrem há 13 anos:

  • 2013: R$ 362 milhões;
  • 2014: R$ 341 milhões;
  • 2015: R$ 310 milhões;
  • 2016: R$ 242 milhões;
  • 2017: R$ 248 milhões;
  • 2018: R$ 243 milhões;
  • 2019: R$ 209 milhões;
  • 2020: R$ 193 milhões;
  • 2021: R$ 154 milhões;
  • 2022: R$ 150 milhões;
  • 2023: R$ 149 milhões;
  • 2024: R$ 139 milhões;
  • 2025: R$ 121 milhões;

O documento detalha que os cortes atingem procedimentos de habilitação de pilotos, fiscalização e certificação de novas tecnologias, inspeções e capacitação de servidores. O desmonte levaria, nesse sentido, a uma "redução da confiança internacional, limitações de mercado e perda de rotas".

"A equipe de auditoria conclui que, apesar de a Anac ter demonstrado aderência aos padrões formais, as restrições orçamentárias representam um risco significativo à continuidade desses resultados", completa.

O relatório surge menos de um mês após um monomotor bater no terceiro andar de um prédio e cair no estacionamento de um supermercado no bairro Silveira, região nordeste de Belo Horizonte. Dos cinco passageiros, três morreram, incluindo o piloto.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Anac. O espaço segue aberto para manifestação.

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