Cerca de 200 técnicos ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Instalações Telefônicas do Estado do Paraná (Sintiitel) paralisaram as atividades por quatro dias em Curitiba. Todos os funcionários são contratados pela empresa RM Telecom, que presta serviços terceirizados de instalação e manutenção de linhas telefônicas e de internet à operadora Oi. Segundo o Sintiitel, o número representa cerca de 45% dos trabalhadores que atuam na capital.
A greve teve início na última sexta (29) e terminou na tarde desta segunda-feira (31), informou a empresa. De acordo com o sindicato, os trabalhadores protestaram contra a falta de reajuste de 6,95% no salário variável calculado pela produtividade --, conforme estabelecido na data-base da categoria, em junho do ano passado; a irregularidade no pagamento das horas-extras, que estavam abaixo dos índices de 50% e 100%; e o desconto salarial, também irregular, pelo descumprimento do prazo para a realização de serviços, mesmo quando os funcionários faziam os trabalhos dentro do tempo previsto.
O vice-presidente do Sintiitel, Francisco Marques, calcula que 2.500 técnicos prestem serviços para a RM em todo o Paraná. Destes, ao menos 600 atuam em Curitiba. Segundo Marques, houve paralisações também em Londrina, Maringá e em algumas cidades do Litoral.
O sindicalista conta que na tarde desta segundo a empresa e os trabalhadores entraram em um acordo para suspender a greve. O trato prevê que a empresa não desconte os dias de greve e que pague à categoria um valor médio de remuneração variável, calculado a partir das remunerações dos últimos meses.
Os trabalhadores aguardarão até o próximo dia 22, quando haverá uma nova rodada de negociações. Caso a RM não cumpra com o prometido, a classe sinaliza a possibilidade de cruzar novamente os braços.
Outro lado
A área de Recursos Humanos da RM Telecom afirmou que os problemas relativos às horas-extras foram sanados e que o reajuste no salário variável está previsto apenas para a próxima data-base, em junho deste ano.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Oi declarou que a responsabilidade pela contratação e gestão de profissionais terceirizados é das empresas contratadas e que em casos de paralisação os serviços aos clientes não são afetados, já que a Oi possui planos emergenciais de contingência.



