
Com a exigência de que a tecnologia 4G fosse oferecida nas doze cidades-sede da Copa do Mundo até o final de 2013, o número de aparelhos compatíveis com o serviço no Brasil triplicou. No começo do ano, apenas onze celulares, tablets ou roteadores podiam rodar no serviço de internet móvel rápida. Hoje, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já tem homologados mais de 30 aparelhos 28 deles, smartphones.
Com o lançamento das novas gerações de iPhone no país, todas as principais fabricantes de dispositivos móveis passam a ter algum aparelho compatível com a tecnologia: oito são da Samsung, seis da LG, cinco da Nokia, quatro da BlackBerry, quatro da Sony Mobile e dois da Motorola, e ainda os novos aparelhos da Apple, o iPhone 5S e o iPhone 5C, que deverão chegar no final do ano, e que já foram homologados pela Anatel.
Mesmo com o crescimento, a oferta de aparelhos no Brasil ainda é pequena se comparada ao número total de aparelhos disponíveis em todo o mundo. Em todo o planeta, são mais de 360 smartphones que rodam a internet de quarta geração. "O Brasil adotou a frequência de 2,5 gigahertz (GHz), enquanto a faixa mais popular no mundo é 700 MHz. Isso requer algumas adaptações", afirma o especialista em tecnologia de gadgets da MXPro, Raphael Marinho. Isso também impede que qualquer aparelho 4G comprado fora do país possa ser usado automaticamente por aqui.
De acordo com o boletim estatístico da Anatel referente ao mês de setembro, o crescimento do 4G está cada vez mais acelerado, porém, ainda representa uma parcela pequena do total de acessos à internet. De um total de 85,31 milhões de acessos, apenas 552 mil vinham de terminais 4G menos de 0,6% do total. Os números estão bem abaixo da expectativa inicial da agência, que previa 4 milhões de usuários até o final do ano.
O baixo acesso não é fruto da cobertura 66 das maiores cidades do país já contam com a tecnologia, que contam com 28% da população , mas sim do alto preço dos aparelhos. Os smartphones que contam com esse tipo de acesso costumam ser top de linha, com valores médios de R$ 2 mil para os aparelhos comprados sem contrato. "Infraestrutura e cobertura contam, mas o alto preço deste tipo de aparelho aqui no Brasil sempre é o maior empecilho para que ele se popularize. Os planos também são caros", avalia o consultor de telecom Oswaldo Olivetti.






