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Uma pergunta: você está usando o Ask.fm?

Rede social de perguntas e respostas ganha popularidade entre jovens e cresce no Brasil, desbancando Orkut e Twitter

Jovens formam a maioria dos usuários, mas órgãos públicos, como o Ministério da Saúde, já aderiram à rede social | Reprodução
Jovens formam a maioria dos usuários, mas órgãos públicos, como o Ministério da Saúde, já aderiram à rede social (Foto: Reprodução)

O Ask.fm é uma rede social tão simples que chega a ser difícil de entender sua utilidade: usuários fazem perguntas e seus amigos cadastrados respondem. Os questionamentos podem ser grandes dúvidas existenciais ou as indagações mais banais. Com esta premissa básica a ferramenta vem conquistando o público brasileiro. De acordo com a pesquisa Hitwise, da Serasa Experian, em junho o Ask.fm assumiu o tradicional posto do Orkut como a terceira rede social mais acessada do Brasil, atrás somente de Facebook e Youtube.

INFOGRÁFICO: Ask.fm é a terceira rede social mais popular entre os brasileiros

A ferramenta, que no mundo inteiro conta com mais de 40 milhões de cadastros, se popularizou no Brasil na metade do ano passado. A expressão Ask.fm, inclusive, foi a terceira mais procurada nas buscas do Google, atrás somente de "face" – apelido da rede de Mark Zukerberg – e BBB, a sigla do reality show Big Brother Brasil.

O site conta com algumas perguntas aleatórias que são feitas diariamente a todos os usuários (do tipo "já abraçou alguém hoje?") pela administração do próprio Ask.fm, mas o que faz sucesso entre os adeptos são os questionamentos feitos entre os usuários – que também suporta perguntas em vídeos.

A interatividade entre os cadastrados e a possibilidade de linkar as perguntas e respostas à outras redes sociais são os segredos do crescimento dos adeptos ao site. Serviços públicos e empresas também usam a ferramenta como forma de serviço aos seus clientes.

Público

A rede é povoada essencialmente por jovens, o que abre uma das grandes polêmicas que cerca o Ask.fm: como a ferramenta permite perguntas anônimas, grande parte do conteúdo dos questionamentos são impróprios para os usuários mais jovens.

"Como em qualquer rede social, as pessoas têm que saber o limite da exposição. Os mais jovens têm maior dificuldade em saber dosar isso", define o WebWise, site do Departamento Irlandês de Educação que aborda o uso consciente da internet.

Muito popular nos países britânicos, o Ask.fm foi pivô de outra discussão polêmica. No intervalo de três meses, dois jovens ingleses de 13 e 15 anos se mataram supostamente em função das provocações anônimas que recebiam pelo site. Autoridades destes países acusam a administração da plataforma de não coibir o cyberbullying – na contramão de Twitter e Facebook, que a cada dia dificultam mais a publicação de conteúdo impróprio.

O fundador do Ask.fm, Mark Terebin, no entanto, minimizou os riscos em entrevista ao jornal Daily Mail, alegando que estes casos só são frequentes entre os britânicos. "Parece que as crianças são mais cruéis nestes países", despista.

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