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Usina de Mauá obtém licença para iniciar operações

Nos últimos dois anos, várias correções e autorizações ambientais foram feitas durante a fase de instalação da usina, no período de enchimento do reservatório e testes de equipamentos

Área da usina de Mauá que será inundada, nos Campos Gerais: clarões formados pelo corte das árvores são visíveis | Henry Milleo/ Gazeta do Povo
Área da usina de Mauá que será inundada, nos Campos Gerais: clarões formados pelo corte das árvores são visíveis (Foto: Henry Milleo/ Gazeta do Povo)

A Usina Hidrelétrica Mauá, localizada entre Telêmaco Borba e Ortigueira, nos Campos Gerais, obteve nesta sexta-feira (19) a licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para começar a operar. Nos últimos dois anos, várias correções e autorizações ambientais foram feitas durante a fase de instalação da usina, no período de enchimento do reservatório e testes de equipamentos.

A licença de operação foi analisada e emitida pelo Grupo Especial de Licenciamento Ambiental (Gela). Segundo o presidente do instituto, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, em nota divulgada pela Agência Estadual de Notícias, o grupo especial garantiu que o licenciamento atende às normas. "O processo de licenciamento da Usina Mauá começou de forma errada. Foi conturbado, desgastante e exigiu muitas reuniões técnicas com o Ibama, Iphan, Ministério Público Federal e organizações não governamentais", explicou. Segundo o presidente do IAP, o Gela pretende também fiscalizar se todas as exigências legais e ambientais serão cumpridas.

Localizada no Rio Tibagi, a nova hidrelétrica deve cumprir nos próximos anos cerca de 50 condicionantes definidas na licença de operação. Entre elas está a necessidade de enviar ao órgão ambiental relatórios mensais das atividades, recomposição total da área alagada, aquisição e definição da área onde será averbada a reserva legal, entre outros.

Construção

A Usina Hidrelétrica de Mauá é o maior empreendimento do setor elétrico do estado. Foram investidos em sua construção cerca de R$ 1,2 bilhão e tem a capacidade de produzir aproximadamente 361 megawatts, podendo produzir energia para atender ao consumo de uma população de quase um milhão de pessoas. A usina foi construída pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, formado pela Copel e Eletrosul, e teve concessão para o empreendimento em outubro de 2006, porém o canteiro de obras só foi instalado em julho de 2008. O desvio do rio aconteceu quando a barragem começou a ser construída, em setembro de 2009.

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