São Paulo - O varejo de eletrodomésticos já começa a fazer estoques preventivos para escapar da alta de preços das geladeiras, máquinas de lavar e dos fogões, com o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) previsto para 1º de novembro. O temor do comércio é que, com o imposto integral, o ritmo de vendas tenha algum soluço no fim de ano, o melhor período de faturamento para os lojistas.
"Estamos tentando fazer algum estoque de linha branca. Fica difícil saber o que vai acontecer depois do fim da queda do IPI e com a proximidade do Natal", afirma o diretor comercial das Lojas Colombo, Gladimir Somacal. Com 360 lojas em quatro estados, a rede ampliou entre 25% e 30% as encomendas para os próximos dois meses. "Sem o fim da queda do IPI, elas seriam 10% maiores", diz o executivo.
A mesma estratégia é adotada pelas Lojas Cem, rede com 178 pontos de vendas. "Já estamos planejando comprar um pouco mais de eletrodomésticos", conta o supervisor geral da empresa, José Domingos Alves. Sem revelar quanto, ele diz que o objetivo de ampliar os estoques é continuar vendendo produtos sem imposto, mesmo após o fim do benefício.
Líder na produção de linha branca, a Whirlpool já detectou sinais de que as lojas estão ampliando as compras. "O varejo vai procurar formar estoques", diz o diretor comercial e de logística da companhia, Sérgio Leme. Desde meados de abril com IPI menor, a produção da linha branca cresceu 20% em relação a igual período de 2008, diz Leme.



