
O lucro líquido do Banco do Brasil cresceu 148,4% em 12 meses, para R$ 7,472 bilhões. O resultado, porém, foi influenciado pela venda das ações da BB Seguridade, braço de seguros do banco, que levantou cerca de R$ 14 bilhões na sua abertura de capital feita em abril.
O lucro líquido ajustado, que desconsidera o resultado da venda de ações, recuou 11,8% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado.
No primeiro semestre, por causa da oferta da BB Seguridade, o lucro líquido do banco chegou a R$ 10 bilhões e foi recorde na história da instituição. Também foi o maior resultado semestral da história dos bancos brasileiros.
O presidente do BB, Aldemir Bendine, disse que o semestre marca a estratégia que o banco adotou há cinco anos, quando fez reorganização societária e mudança de atuação no ramo de seguros "Fizemos o maior IPO do mundo em um momento em que o cenário estava bastante adverso, com uma crise externa enorme. Isso prova a credibilidade do banco."
Crédito
A instituição também anunciou que a carteira de crédito ampliada do banco encerrou junho em R$ 638,628 bilhões, com expansão de 7,7% ante março e de 25,7% em 12 meses.
"É importante mencionar que a alta de 25% no crédito não se materializa num crescimento das receitas, que ficaram praticamente estáveis. Isso pode ser entendido por dois motivos: ou porque os créditos ainda não estão pingando no resultado do banco ou porque o BB está com um política de juros melhor", diz Luis Miguel Santacreu, analista de banco da Austin Rating.



