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Venda de frango de 3 fábricas é suspensa

Ministério da Agricultura encontrou quantidades de água acima do permitido em ave congelada; cooperativa paranaense foi punida

Abatedouro de frango: após congelada, ave só pode ter até 6% de água | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Abatedouro de frango: após congelada, ave só pode ter até 6% de água (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

O Ministério da Agricultura detectou excesso de água em carne de frango in natura de três unidades de produção do país, uma delas pertencente à BRF-Brasil Foods, e impôs restrições à venda dos produtos. Além de a medida envolver uma fábrica da Brasil Foods em Santa Catarina, onde são fabricados produtos da Perdigão, ela abrange também uma unidade da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol) no Paraná e da Rigor Alimentos Ltda, em São Paulo.A comercialização de carne de frango congelada e resfriada produzida nessas fábricas está suspensa temporariamente. Para a venda ser liberada, os produtos terão de ser submetidos a uma análise prévia que confirme o atendimento aos padrões estabelecidos pela legislação. A portaria número 210, de 1998, permite que carcaças e cortes de frango in natura tenham até 6% de água depois de congelados. Em amostras de carne de frango in natura dessas unidades recolhidas no varejo de todo o país, a análise do ministério apontou que a presença de água ultrapassou esse limite.

O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Nelmon Costa, disse que a suspensão temporária da comercialização dos produtos tem o objetivo de fazer com que as empresas revisem os seus padrões de controle de qualidade. "O resultado da análise não quer dizer que a empresa é fraudadora. É um indicativo de que ela está fugindo dos padrões de qualidade com frequência", afirmou.

Segundo Nelmon, nos últimos 12 meses o ministério analisou cerca de 200 amostras de carne de frango in natura congelada ou resfriada. Somente neste ano esse tipo de irregularidade foi encontrado em produtos de oito unidades. Dessas, cinco permanecem no Regime Especial de Fiscalização, agora também válido para as fábricas da Brasil Foods, Copacol e Rigor Alimentos. Costa não quis informar quais são os outros fabricantes.

As empresas deverão apresentar ao ministério análises de três lotes com os padrões previstos em lei para ter a comercialização de novos lotes liberada sem restrições. "Os fabricantes precisam garantir que os seus produtos não vão sair das especificações", afirmou o diretor do Ministério da Agricultura. Desde 2007, 34 empresas foram submetidas ao regime especial de fiscalização.

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