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polêmica

Vereador diz que fábrica da Ambev está em Tibagi

Terreno onde a indústria de bebidas está sendo construída em Ponta Grossa é alvo de contestação na cidade vizinha

Fábrica de R$ 580 milhões deve ser concluída em dezembro: empresa não comenta polêmica | Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Fábrica de R$ 580 milhões deve ser concluída em dezembro: empresa não comenta polêmica (Foto: Josué Teixeira/ Gazeta do Povo)

A propriedade municipal do terreno onde está sendo construída a nova fábrica da Ambev em Ponta Grossa virou alvo de contestação na Câmara Municipal da vizinha cidade de Tibagi, nos Campos Gerais. O vereador Pedro Machado (PPS) apresentou uma cópia da matrícula da área que confirmaria que a indústria de bebidas será erguida em solo tibagiano. A tese, porém, é rejeitada pelas prefeituras dos dois municípios.

No documento apresentado por Machado consta que o terreno está registrado no Cartório de Imóveis de Tibagi. A matrícula 4.940, com data de 1994, cita a existência do terreno de 830 hectares que pertencia à Fazenda do Tigre.

O vereador diz que pretende procurar mapas antigos da divisão dos municípios e contestar a localização da área para que o terreno venha, eventualmente, a ser reconhecido como pertencente ao município de Tibagi.

Mas o próprio procurador da prefeitura local, Leonardo Mendes, afirma que a área pertence a Ponta Grossa. Ele alega que a fazenda de 830 hectares foi desmembrada e que a Ambev comprou apenas 260 hectares para erguer a fábrica.

Divisão

Tibagi é o segundo maior município do Paraná, em extensão territorial, com 2,9 mil quilômetros quadrados, atrás apenas de Guarapuava. O Instituto de Terras, Car­tografia e Geociências (ITCG), órgão do governo estadual responsável pelos limites municipais, informou que não há nenhum pedido formal da Câmara para a verificação da divisa de Ponta Grossa com Tibagi.

A divisa é estabelecida por lei. No caso de Ponta Grossa, a lei mais recente é de 1957 e estabelece que os dois municípios são divididos pelo Rio Tibagi, desde a foz do Rio Bitumirim até a foz do Rio Pitangui.

A assessoria de imprensa da Ambev não se manifestou sobre a polêmica. A fábrica de R$ 580 milhões deve ser concluída em dezembro deste ano. Ela fica a poucos metros da margem do Rio Tibagi, no quilômetro 462 da BR-376. Terá capacidade para produzir 7 milhões de hectolitros de bebidas por ano. A operação deve iniciar no segundo trimestre do ano que vem. Cerca de 500 vagas diretas de emprego serão geradas.

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