
Pequim - A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim, que termina hoje, teve como resultado investimentos novos no Brasil que podem chegar a US$ 12 bilhões. O grande provedor desses recursos é o Banco de Desenvolvimento da China (BDC). A instituição fechou um contrato de US$ 10 bilhões com a Petrobras, vai repassar US$ 800 milhões ao BNDES e outros US$ 100 milhões ao Itaú.
Além disso, a Chery, a maior montadora de veículos chinesa, confirmou oficialmente que instalará, ainda este ano, uma fábrica de automóveis no país, para produzir 150 mil unidades. Estimativas extraoficiais indicam que a empresa deverá investir algo em torno de US$ 700 milhões no país.
Foram assinados ao todo 13 acordos entre os países, incluindo a imediata liberação das guias de importação de carne de frango para 24 frigoríficos habilitados.
O empréstimo do BDC à Petrobras terá prazo de dez anos para ser pago. Os recursos serão utilizados para financiar o plano de investimentos da estatal de US$ 174,9 bilhões até 2013, e para a compra de bens de capital e serviços de empresas chinesas.
No mesmo contrato, está previsto o incremento das exportações de petróleo para a Unipec Asia, subsidiária da Sinopec. No primeiro ano de vigência, serão vendidos 150 mil barris por dia, chegando a 250 mil barris nos nove anos subsequentes.
"O acordo nos dá tranquilidade para financiar nossos investimentos, para avançar na construção de equipamentos, no avanço das refinarias, nos gasodutos e na área de biocombustíveis. Temos hoje, em 2009, uma captação total de US$ 30 bilhões, recorde na história da companhia. Isso significa que não necessitaremos de recursos, a não ser que existam condições muito desfavoráveis nos próximos dois anos", disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Já o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, disse que funcionários da Chery visitaram Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Ceará. O anúncio do local onde a fábrica será instalada será feito no próximo mês de julho. O presidente da empresa no Brasil declarou, no mês passado, que o Paraná também é cogitado para receber o investimento.



