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Europa

Zona do euro reforça ajuda aos bancos

Membros do chamado G-15 vão permitir refinanciamento para instituições financeiras em dificuldades. Plano prevê 14 medidas para dar estabilidade ao mercado

Representantes do G-15 estiveram reunidos em Paris durante o fim de semana | Eric Feferderg/AFP
Representantes do G-15 estiveram reunidos em Paris durante o fim de semana (Foto: Eric Feferderg/AFP)
Confira as medidas que as nações européias devem adotar |

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Confira as medidas que as nações européias devem adotar

São Paulo - Líderes dos países da zona do euro (o chamado G-15 – países que adotam o euro como moeda única) reunidos ontem em Paris decidiram permitir um refinanciamento "limitado" até o final de 2009 para os bancos da região e de acordo com as "condições do mercado", segundo o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Por enquanto, a reunião confirmou um consenso entre os países do G-15 sobre ações intervencionistas no sistema financeiro, mas cada país terá autonomia de tomar as decisões mais adequadas a sua realidade. Entre as medidas, estão confirmadas a garantia de empréstimos entre bancos até 2009 e a compra de ativos de empresas com dificuldades financeiras.

O resultado final é um plano com 14 medidas para estabilizar os mercados financeiros. O plano integral prevê que os governos ofereçam garantias e seguro, comprem papéis de companhias problemáticas, forneçam capital de qualidade para instituições financeiras por meio de ações preferenciais, entre outros instrumentos, e atuem para estabilizar os vencimentos de longo prazo.

"Não será um presente para os bancos", declarou o presidente francês. "O plano que aprovamos tem a vocação de ser aplicado em cada um de nossos Estados-membros com a flexibilidade que se necessite em função da diversidade de nossos sistemas financeiros e de nossas regras nacionais."

O pacote também solicita que o Banco Central Europeu (BCE) crie um instrumento para adquirir papéis comerciais de instituições financeiras e outras companhias e injete recursos em operações com falta de liquidez. Na semana passada, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) aprovou um plano semelhante.

Os governantes do G-15 também querem que o BCE mantenha uma posição flexível para lidar com a crise – o que pode ser interpretado como um pedido para que a entidade relaxe a política monetária, se necessário.

O presidente francês, que ocupa a presidência rotativa da União Européia, assegurou que "é preciso devolver aos bancos a liquidez que precisam, que possam obter financiamento a médio prazo e reforçar seus fundos próprios."

Sem dizer quanto o programa vai custar ou como será financiado, a declaração assinada pelos países do G-15 ao final do encontro afirma que os governos serão cautelosos em relação aos interesses dos contribuintes, e assegura que os atuais acionistas e dirigentes das empresas que vierem a ser resgatadas vão tolerar as conseqüências da intervenção governamental.

O documento acrescenta que as companhias que receberem ajuda emergencial serão reestruturadas. Contudo, ainda não está claro se os pontos contidos nesta declaração serão mantidos no texto final da cúpula.

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