Estudantes, professores e funcionários da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP) farão uma assembleia nesta quarta-feira (14) para decidir os rumos da manifestação contra a reitora nomeada para o novo mandato.
Ontem, a reitoria da universidade, localizada no campus de Perdizes, na zona oeste da capital paulista, foi ocupada. Os alunos questionam a nomeação da professora de letras Anna Maria Marques Cintra, 73, para o cargo de reitora da universidade.
Na época, uma urna eleitoral do campus de Sorocaba foi desconsiderada, porque as cédulas não tinham rubrica de nenhum mesário. A decisão foi revista depois de pedido feito por Anna Cintra e, mesmo com a nova contagem dos votos, a candidata ficou em terceiro lugar na votação entre estudantes, funcionários e professores. Mesmo perdendo, ela foi nomeada pelo cardeal Dom Odilo Scherer, grão-chanceler da instituição e presidente do Conselho Superior da Fundação São Paulo, órgão que administra a instituição.
A eleição, realizada em agosto, foi vencida por Dirceu de Mello, atual reitor da universidade. "A nomeação de Cintra é um desrespeito à tradição democrática da PUC", diz o estudante Stefano Wrobleski, 22, membro do centro acadêmico dos cursos de jornalismo e multimeios. Segundo os estudantes, desde 1980 todos os vencedores das eleições para reitor assumiram efetivamente o cargo.



