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Diversão educativa

Brincadeira centenária

Famosos blocos de madeira completam 100 anos e seguem entre os melhores brinquedos para uma criança

Angélica com os filhos Otto e João: blocos ajudam na imaginação e intuição | Antônio More/Gazeta do Povo
Angélica com os filhos Otto e João: blocos ajudam na imaginação e intuição (Foto: Antônio More/Gazeta do Povo)
Caroline Pratt, a criadora dos blocos de madeira, em 1913 |

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Caroline Pratt, a criadora dos blocos de madeira, em 1913

Angélica Varejão com os filhos Otto, 5 anos, e João, de 2, que brincam com os blocos de madeira em casa e na escola |

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Angélica Varejão com os filhos Otto, 5 anos, e João, de 2, que brincam com os blocos de madeira em casa e na escola

Angélica Varejão com os filhos Otto, 5 anos, e João, de 2, que brincam com os blocos de madeira em casa e na escola |

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Angélica Varejão com os filhos Otto, 5 anos, e João, de 2, que brincam com os blocos de madeira em casa e na escola

Angélica Varejão com os filhos Otto, 5 anos, e João, de 2, que brincam com os blocos de madeira em casa e na escola |

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Angélica Varejão com os filhos Otto, 5 anos, e João, de 2, que brincam com os blocos de madeira em casa e na escola

Imagem de 1997 mostra forma de usar os blocos na City and Country School. |

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Imagem de 1997 mostra forma de usar os blocos na City and Country School.

Um dos primeiros registros fotográficos dos blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado, no início do século passado |

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Um dos primeiros registros fotográficos dos blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado, no início do século passado

Registro fotográfico do início do século passado mostra os blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado |

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Registro fotográfico do início do século passado mostra os blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado

Registro fotográfico do século passado mostra os blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado |

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Registro fotográfico do século passado mostra os blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado

Foto de 1980 retrata a persistência dos blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado nas escolas nos Estados Unidos |

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Foto de 1980 retrata a persistência dos blocos de madeiras como material de brincadeira e aprendizado nas escolas nos Estados Unidos

Nas brincadeiras externas havia blocos maiores e de diferentes formatos na City and Country School. A imagem é de 1920. |

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Nas brincadeiras externas havia blocos maiores e de diferentes formatos na City and Country School. A imagem é de 1920.

Blocos pequenos também eram usados no jardim. Imagem de 1920. |

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Blocos pequenos também eram usados no jardim. Imagem de 1920.

Apesar de grandes, os blocos usados no pátio eram mais leves, para as crianças montarem estruturas. A data da imagem não foi registrada. Confira mais imagens de aquivo da escola pelo endereço: cityandcountry.org/about-us/archives |

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Apesar de grandes, os blocos usados no pátio eram mais leves, para as crianças montarem estruturas. A data da imagem não foi registrada. Confira mais imagens de aquivo da escola pelo endereço: cityandcountry.org/about-us/archives

Eles não emitem som, não têm luzinhas piscantes ou alta tecnologia envolvida. Ainda assim os blocos de madeira comemoram 100 anos presentes em qualquer grande loja de brinquedos. E não devem sair das prateleiras tão cedo. Embora não seja possível datar quando a primeira criança usou pedaços de madeira para brincar, foi em 1913 que a educadora norte-americana Caroline Pratt criou um jogo de peças de madeira e passou a defendê-lo como importante ferramenta da educação infantil (leia mais ao lado).

FOTOS: Blocos de madeira em diferentes momentos desde o início do século 20

A forma de encarar o desenvolvimento infantil e o ambiente escolar não são os mesmos do século passado, mas pesquisas vêm confirmando que Caroline estava certa: um bom brinquedo deve ser um incentivo e não um produto, e os blocos cumprem esse papel. Estudos da década de 1940 já demonstravam que os blocos ajudam as crianças a absorverem conceitos e a melhorarem as notas em matemática.

Em 2001 um estudo acompanhou 37 crianças da idade pré-escolar até o ensino médio e descobriu que aquelas que brincaram com blocos se saíram melhor no estudo da mesma disciplina. Mais recentemente pesquisas ampliaram os benefícios, comprovando que até para a aquisição da linguagem o uso desse material em sala de aula faz a diferença.

Para a psicopedagoga Ursu­la Marianne Simons, mestre em Psicologia Clínica e professora da Universidade Tuiuti, blocos de madeira ainda fazem parte da primeira infância e todas as escolas de educação infantil deveriam tê-los. Primeiro a criança carrega os materiais. Depois começa a construir estruturas simples e vai tornando-as mais complexas, adicionando elementos do dia a dia, como bonecos, animais e árvores, e dramatizando seu mundo interno.

Dramatização é uma brin­­­ca­­deira importante nessa idade, pois permite à criança vivenciar a realidade que não consegue compreender apenas por meio do pensar. "Os blocos permitem incrementar essa dramatização, dando vazão à criatividade e aos sentimentos, enquanto permitem fazer experimentos físicos. Ver o que para em pé, o que mantém o equilíbrio, a que altura uma torre ou pode ser construída, introduzindo-a na lógica concreta, fundamental para essa idade", diz Ursula.

Além dos blocos, tocos tirados do jardim também fazem parte das brincadeiras da escola de educação infantil Cor­­­­dão Dourado. De madeira, sem acabamento, os blocos são melhores para estimular a fantasia do que qualquer brinquedo de plástico. "A madeira estimula o tato, o sentido térmico, noção de peso e por serem empilháveis, estimulam o senso de equilíbrio. As crianças gostam muito, brincam não só empilhando e construindo, como também usam os blocos nas brincadeiras diversas, com fantasia e imaginação", diz a diretora e a pedagoga Margarete Jaster Flores.

Blocos de madeira

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