
Na sala de aula do professor Julio Cesar Hasluszczak as calculadoras são bem-vindas. Mas com uma ressalva: o aluno deve saber fazer todos os cálculos mentalmente. Ele é um dos responsáveis por lecionar a temida disciplina de Matemática no Colégio Sagrado Coração de Jesus, e vê no pequeno instrumento criado no século 15 um importante apoio aos estudantes. Mas faz questão de ressaltar que ela não deve ser uma muleta. "É apenas um material a mais à disposição do aluno", diz.
Para aprimorar o aprendizado da Matemática, Haslusczak acredita que as calculadoras podem ser grandes aliadas. Em sua disciplina, ele leva o instrumento para a sala e ensina como usá-la. Das mais simples às científicas, todas têm suas aplicações. "A partir da 5.ª ou 6.ª série, quando começam alguns cálculos de radiciação, por exemplo, as mais simples facilitam conferir os resultados", exemplifica. "Os alunos também usam bastante em exercícios de geometria", diz.
O professor é categórico ao afirmar: "O uso da calculadora só é válido se o aluno souber fazer as contas, se entender as fórmulas envolvidas em cada operação." Segundo Haslusczak, existe uma tendência atual de os alunos se apoiarem demais na calculadora. "Hoje até os celulares trazem o mecanismo. Algumas pessoas se tornaram muito dependentes dela. É comum encontrar até operadores de caixas de supermercado somando 150 mais 30 em calculadoras", diz.
Para esta questão, a equação ideal, garante o professor, é usá-las com cautela. "Caso contrário, ele perde a capacidade de raciocínio, inclusive para contas simples. O que proponho em sala, é que ele não a use para todo o processo matemático. O estudante deve ser capaz de resolver tudo sozinho. Ela pode ser usada durante o processo de raciocínio, e não desde o início. Ela não pode ser o ponto de partida", diz.
É na hora das avaliações que o professor propõe um teste de fogo. "Nas minhas provas, sigo a metodologia de grande parte dos exames vestibulares: não permito o uso da calculadora", afirma.



