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Aprendizado

É possível aprender pelo menos nove idiomas em Maringá

Além do inglês e do espanhol, cidade tem cursos ou professores particulares de alemão, francês, italiano, mandarim, japonês e até de árabe e russo

Além do idioma, escolas de línguas mergulham os alunos na cultura de países estrangeiros | Divulgação
Além do idioma, escolas de línguas mergulham os alunos na cultura de países estrangeiros (Foto: Divulgação)

As escolas de línguas estrangeiras de Maringá oferecem muito além de cursos de inglês e de espanhol, considerados por muitos os mais importantes para os brasileiros. Há turmas de alemão, francês, italiano e até mesmo de idiomas ainda menos comuns, como mandarim, japonês e árabe. Se procurar por professores particulares, é possível até aprender russo.

No mercado de trabalho regional, a cobrança se resume ainda quase que somente ao inglês. No entanto, para quem pensa no futuro da carreira em Maringá ou quer tentar a sorte em cidades maiores, a segunda língua estrangeira é ponto de destaque no currículo, garantem especialistas. Os valores dos cursos variam de escola para escola, mas, normalmente, ficam entre R$ 100 e R$ 250 por mês.

Cada escola apresenta uma metodologia própria, com duração do curso adequada a cada faixa etária. Os jovens de 15 anos a 28 anos são os mais interessados pelos idiomas dos países europeus e asiáticos, muitos deles contaminados pela vontade de viajar e de conhecer a história e a cultura de outros países. As aulas buscam dar base, não somente da língua, mas também à cultura estrangeira, afirmam as coordenações das oito escolas consultadas.

No Instituto de Línguas (ILG) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), as aulas são oferecidas aos estudantes da instituição e à comunidade externa. O alemão, por exemplo, já é mais procurado que o espanhol, segundo a coordenação. O motivo, muitas vezes, está na literatura empregada nos cursos de filosofia, história, entre outros. Ainda dentro da UEM, existe o Instituto de Estudos Japoneses (IEJ) que oferece curso de japonês.

Na Wizard, forte pelo inglês e pelo espanhol, os alunos têm optado, cada vez mais, pelas grafias menos comuns aos brasileiros. O japonês, por exemplo, cresce ano regularmente. A escola oferece também alemão, francês e italiano. Segundo a direção, todas as turmas estão cheias e a cada ano o número aumenta. Mesma realidade vive a Looking 4 Idiomas, que, além do inglês e espanhol, tem alemão, francês e italiano, e garante demanda constante.

A Skill conta com cursos de inglês, espanhol, francês, italiano, japonês e mandarim. Este último, segundo a coordenação, tem chamado a atenção de empresários que fazem negócios com a China.

Mergulho nas culturas inglesa e francesa

As escolas Cultura Inglesa e Aliança Francesa ensinam exclusivamente inglês e francês, respectivamente. As unidades aproveitam o foco delimitado para aprofundar o mergulho dos estudantes nas culturas dos países que falam inglês e francófonos. As bibliotecas, videotecas, CDtecas, gincanas e festas são todas pensadas e executadas a partir desse prisma.

Segundo o coordenador da Cultura Inglesa, Ricardo França, o foco reforça o aprendizado, além de despertar o interesse do aluno pelos países que falam inglês. "Ensinamos os valores culturais. O aluno entende que interculturalidade faz parte de nossa missão e gosta disso", comenta.

Já a diretora da Aliança Francesa, Elizabeth Dei Ricardi, explica que, com a metodologia empregada, o aluno consegue compreender a França e outros países francófonos. "Não podemos enxergar a língua como ferramenta, a língua faz parte de um povo que tem perspectivas e realidades distintas, isso precisa ser analisado."

Aulas particulares de russo

A língua russa também pode ser aprendida em Maringá. Até o momento, nenhuma escola oferece o curso, mas há professores particulares. Anna Larkina é um exemplo. Ela é russa e chegou ao Brasil há sete anos. Desde então, ensina o idioma aos interessados pela terra natal dela, dividida entre os continentes europeu e asiático.

Segundo Anna, a procura não é constante, mas, de tempos em tempos, surgem alunos. Desde que começou com o trabalho, já teve 15 alunos. "Geralmente são pessoas que desejam estudar ou passear na Rússia e entendem que passarão dificuldades se não entenderam a língua", explica ela, que fala fluentemente o português. Mercado de trabalho

No mercado de trabalho regional, especialistas garantem que o inglês continua sendo a única exigência, de modo geral. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) no Noroeste do Paraná, Marcelo Antônio Silva, as empresas que exigem idiomas diferentes são exceções no cenário local.

Silva exemplifica citando o caso do crescimento da importação e da exportação de empresários locais com a China. A relação faz com que muitos deles procurem por cursos de mandarim, para não perderem negócios. O mesmo é observado em empresas que se relacionam com países latinos e precisam do espanhol.

"É algo muito pontual [falar outras línguas além do inglês]. Nossa realidade ainda mantém o inglês como diferencial. Claro que se o profissional tiver a ambição de ir para uma capital, a exigência será outra, aí terá de ter algo além do inglês", afirma o presidente da ABRH na região.

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Idiomas do Noroeste do Paraná (Sindiomas), Élcio Mendes Filho, garante que a demanda por outras línguas estrangeiras aumentou na cidade, mas confirma que o inglês é, ainda, o mais procurado. "As pessoas precisam correr atrás do alemão, do francês, mas, antes, precisam entender que necessitam passar pelo inglês."

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