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Ele precisava de ajuda com a tarefa de matemática do filho – e conseguiu com um estranho no metrô

Desconhecido misterioso dedicou 20 minutos de sua viagem de metrô em Nova York para ensinar um pai desesperado com a lição de matemática do filho

  • Allison Klein
  • Washington Post
Corey Simmons pediu ajuda a um estranho no metrô com o dever de matemática de seu filho. | Denise Wilson/Facebook.
Corey Simmons pediu ajuda a um estranho no metrô com o dever de matemática de seu filho. Denise Wilson/Facebook.
 
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Corey Simmons entrou no metrô de Nova York, indo de Manhattan ao Brooklyn, para pegar o filho na sua avó no início de maio. 

Ele sabia que precisava abrir a pasta verde em seu colo, mas hesitou, porque lá dentro estavam as planilhas de matemática do filho que pai e filho deviam completar juntos. Simmons, 40 anos, nunca foi muito bom em matemática. 

Seu filho, que está na terceira série, havia acabado de ser reprovado em uma prova de frações. Simmons não tinha certeza se lembrava a diferença entre um numerador e um denominador. 

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Ele abriu a pasta e começou um problema, mas não tinha certeza se estava fazendo corretamente. Foi quando um homem entrou no trem e se sentou ao lado dele. 

"Ele parecia um professor ou algo assim", disse Simmons. "Ele parecia meio esperto, como se ele soubesse algo sobre matemática", completou. 

Então, Simmons, um designer de roupas, começou a dizer em voz alta que seu filho havia sido reprovado em uma prova, na esperança de chamar a atenção do homem. Simmons geralmente se mantém quieto no metrô, como todo mundo, mas ele contou que precisava de uma mão, e o homem parecia poder ajudar. 

O homem levantou a cabeça e perguntou: "O que você disse?". 

“Disse que o meu filho foi reprovado; não faço frações há muito tempo”, explicou Simmons, apontando para a folha de exercícios. O homem respondeu: "Deixe-me ver o que você tem aí". 

E então os dois adultos começaram a trabalhar em frações de terceira série bem ali no trem Q, falando sobre os problemas para que Simmons pudesse ir para casa e ensiná-los ao filho. 

O momento foi registrado por Denise Wilson, que estava indo para casa após o trabalho e viu a dupla fazendo lição de casa. Ela postou a foto no Facebook. 

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“Ao final da minha viagem de trem, o cara de vermelho tinha uma melhor compreensão: ele poderia levar para casa um novo método e ensinar seu filho”, escreveu Wilson, 21 anos. "Realmente amo ver coisas assim, especialmente em Nova York", onde, para ela, às vezes as pessoas não se importam umas com as outras. 

Depois que Wilson divulgou a imagem no Facebook, um parente de Simmons viu e entrou em contato com ela. Mas eles ainda não encontraram o professor de matemática. 

"Ele é um mistério", disse Wilson. "Talvez ele não tenha redes sociais", continuou. 

Wilson, que tem um filho de 1 ano de idade, diz que tirou a foto porque vê-los "aqueceu meu coração". 

"Fiquei tipo, uau, ser pai e ajudar seu filho e colocar seu orgulho de lado e aprender com um completo estranho no trem, foi tão legal.” 

Simmons afirmou que não se importa em deixar o ego de lado para ajudar seu filho. 

“É necessário fazer perguntas para obter informações. Não tenho vergonha de perguntar. Eu estava informando a ele: ‘Preciso de ajuda, você sabe, sua ajuda seria ótima aqui’." 

A viagem durou cerca de 20 minutos, enquanto os dois passavam de frações impróprias para frações próprias e então encontravam os menores denominadores comuns. "Foi bom. Resolvemos o problema matemático", disse Simmons. 

Simmons, que é pai solteiro e mora em Rutherford, New Jersey, reconhece que, com o passar do tempo, não conseguirá acompanhar as exigências matemáticas de seu filho, então ele quer contratar um tutor profissional. 

Por enquanto, ele é grato pelo fato de seu filho ter aprendido o básico das frações. Agora, ele irá refazer a prova em que ele foi reprovado: "Ele vai arrasar.”

*Allison Klein é repórter no Washington Post desde 2004, com um hiato entre 2013 e 2017. Lidera o blog Inspired Life, onde escreve sobre histórias surpreendentes ou incomuns de humanidade. Passou muitos anos fazendo cobertura de crimes e políticas de segurança. Antes disso, trabalhou no Baltimore Sun e no Miami Herald.

Tradução: Andressa Muniz.

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