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inauguração

Em visita ao Ceará, Lula volta a defender interiorização da universidade pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou na noite desta quarta-feira (20), em Juazeiro do Norte, o campus da Universidade Federal do Ceará, dando prosseguimento interiorização do ensino universitário iniciada em seu governo.

A universidade é que tem que ir atrás dos alunos, e não o estudante ter que sair de sua região para ir a outras terras brigar por uma vaga universitária, disse Lula, em seu discurso.

Numa cerimônia com três horas de atraso, o presidente pediu um pouco mais de paciência aos ouvintes e falou da importância de sua viagem ao estado, iniciada pela manhã, com o anúncio oficial de construção de uma refinaria no município de São Gonçalo do Amarante, perto de Fortaleza, e a inauguração no final da tarde de uma usina de biodiesel, em Quixadá, no sertão-central do Ceará.

Esses empreendimentos, segundo Lula, "vão gerar milhares de empregos para os jovens. Principalmente para aqueles que tiverem qualificação profissional; e é para isso que estamos trazendo a universidade pública para o sul do Ceará". Juazeiro fica a 600 quilômetros da capital, na região do Cariri, próximo da divisa com Pernambuco.

Além da universidade, o presidente citou que outros empreendimentos governamentais naquele estado também vão precisar de mão-de-obra qualificada. Mencionou que ainda este ano quer retornar a Fortaleza para assinar com o governador Cid Gomes o protocolo de lançamento de uma siderúrgica e prometeu empenhar esforços para que a Ferrovia Transnordestina - que vai ligar o Porto de Suape, em Pernambuco, ao Porto de Pecém, no Ceará, passando por Eliseu Martins, no Piauí - seja concluída ainda no seu governo, de modo a garantir mais circulação de riquezas na região.

O presidente Lula mencionou as dificuldades de sua infância, em razão da pobreza e da falta de oportunidades para estudar, e atribuiu parte das dificuldades aos governantes do país que não criaram condições favoráveis de assistência para populações mais necessitadas. Dirigindo-se aos jovens que estavam na solenidade, ele afirmou: "Eu, que não tive oportunidade de estudos, quero que vocês tenham aquilo que os governantes da época não me deram. Que vocês tenham o que não tive".

Num discurso bem a vontade e empregando, inclusive, termos chulos como "babacas", o presidente mostrou-se pouco modesto ao afirmar: "Deus queira que quem vier depois de mim seja tão melhor do que eu e faça muito mais do que fiz, e quem sabe daqui para a frente as pessoas aprendam que só tem lógica a gente governar um país, uma cidade, um estado, se a gente estiver disposto a fazer as coisas para quem precisa. E quem precisa do Estado é o pobre, o pequeno. Os outros [ricos] têm capacidade de sobreviver".

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