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polêmica

Escolas americanas devem deixar alunos transgêneros escolherem banheiros como preferirem

“Proteções federais contra a discriminação sexual são substancialmente mais amplas que aquelas com base apenas em genitais ou cromossomos”, alegou o juiz

Manifestante transgênero em Washington, nos Estados Unidos. | Ted Eytan.
Manifestante transgênero em Washington, nos Estados Unidos. (Foto: Ted Eytan.)

Um juiz federal em Chicago, nos Estados Unidos, determinou que um distrito escolar próximo a cidade não deve ser obrigado a revogar a norma que permite que estudantes transgêneros usem os banheiros e vestiários que preferirem. A decisão conclui que esses estudantes são incluídos nas leis antidiscriminação.

A decisão do juiz distrital Jorge Alonso foi feita após mais de 50 famílias processarem o distrito escolar de Palatine, nos arredores de Chicago, pelo fim da política que permite que os estudantes que se identificam como transgênero escolham os banheiros e vestiários que consideram mais apropriados para a sua identidade. 

De acordo com o juiz, as leis antidiscriminação se aplicam aos estudantes transgêneros, já que “as proteções federais contra a discriminação sexual são substancialmente mais amplas que aquelas com base apenas em genitais ou cromossomos”. Alonso apoiou-se em decisões anteriores do 7º Circuito de Cortes de Apelação dos Estados Unidos para sustentar a sua decisão. 

“A presença de um estudante transgênero no banheiro não é um risco maior para os direitos de privacidade de outros alunos do que a presença de um estudante excessivamente curioso do mesmo sexo biológico que decide espreitar os seus colegas de classe e realizar certas funções corporais”, disse uma decisão do 7º Circuito citada pelo juiz. 

Repercussão 

Com a decisão, o grupo de pais e familiares, que processaram o distrito como um grupo chamado Estudantes e Pais para a Privacidade, não perde o processo aberto em 2016 - a determinação sinaliza que o tribunal não acredita no mérito do processo. 

“Não é uma derrota até o Supremo Tribunal decidir isso. E eu não acho que irá”, disse McCaleb, um advogado do grupo conservador Alliance Defending Freedom, com sede no Arizona.

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