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Formação profissional

Faltam alunos para cursos técnicos

Com a previsão de abertura neste ano de quase 85 mil vagas pelo Pronatec, o Paraná está em busca de estudantes

  • Adriana Czelusniak
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Uma equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Paraná visitou escolas estaduais na última semana para convidar os estudantes a se inscreverem nas cerca de 5 mil vagas gratuitas em cursos técnicos ofertadas no estado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Mesmo com a gratuidade de cursos que custam cerca de R$ 7,5 mil e a oferta de auxílio para alimentação, vale-transporte e material didático, o Senai e outras instituições que ofertam formação pelo Pronatec têm tido dificuldades em preencher as vagas oferecidas.

As inscrições no programa federal seguem até 1º de março. Ao todo, para 2013, o Senai deve abrir quase 50 mil vagas, entre cursos técnicos, com duração média de dois a três semestres, e de capacitação, também chamados de Formação Inicial e Continuada (FIC), com cerca de 160 a 200 horas-aula.

O Serviço Nacional do Comércio (Senac-PR), o Ins­tituto Fe­­deral do Paraná (IFPR) e alguns colégios da rede estadual de ensino também ofertam vagas e em número maior que em 2012, mesmo com a dificuldade em preencher todas as turmas. No IFPR, a oferta de vagas no ano passado estava tão acima da procura que, depois de um planejamento estratégico, a instituição resolveu frear a expansão no número de oportunidades neste ano, de acordo com Marcos José Barros, coordenador do programa no IFPR.

“Batalha”

Segundo o Ministério da Educação, estão previstas para o Paraná quase 85 mil vagas neste ano. O investimento em ações de incentivo, como a que está sendo feita em turmas de ensino médio da rede estadual, é a aposta das instituições para atrair mais inscrições. Segundo Adriana Cardoso de Lima, assessora de Gestão Estratégica do Senac-PR, o clima é mesmo de batalha para conquistar alunos. “Hoje no Brasil só não vai estudar quem não quer”, diz.

Motivar os pais é também uma estratégia que pode funcionar, segundo Marco Secco, diretor do Senai. “No geral o jovem não quer saber de estudar de manhã e também à tarde ou à noite. Ele não percebe a oportunidade que é fazer um curso desses. Às vezes os pais percebem a chance e o aluno vê as vantagens só depois que está estudando”, conta.

Uma vez enfrentados os problemas de captação de alunos e preenchimento das vagas, o desafio passa a ser manter os estudantes no curso até o fim da formação. Segundo o coordenador do curso de Logística do Senai, Sidnei Oliveira de Lima, a instituição está tentando entender os motivos que levam à evasão, para combatê-la. “Na maioria dos casos o aluno deixa o curso por ter encontrado uma oportunidade no mercado de trabalho em período integral. Por ainda estar cursando o ensino médio, esse aluno acaba optando por aceitar o trabalho”, conta. Os cursos do Pronatec são ofertados para estudantes já matriculados no ensino médio, e as aulas são realizadas no contraturno.

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